sábado, 27 de julho de 2013

Oportuno

Toca o telefone, a horas ainda não desapropriadas
E do lado lá responde uma voz familiar e esperada
Há uma pergunta, um indagar e um desejo
Surge uma resposta, simples e difícil

Para quê ser oportuno quando se pode ser surpreendente?

Cabeça! Garganta! Estômago!
Profundo nó

Sharing

What should not be shared
When there are such strong feelings?

What is there to show without showing
When too much is never enough?

What is too little thus not worthwhile
When the smallest detail is stuck in the back of my head?

t r u s t

At a distance

So close and yet so far!

The voice over the distance,
Embarked on a journey and an adventure,
Speaks of the risk taken.
Taking and being taken for granted, 
From centimeters distance to hundreds of kilometers away,
Is just to be present while absent.

the chase, the thrill, the nostalgia, the struggle, the catch

Espaço

No meio de milhares de mihões de pessoas
Foco-me naquela que ocupa o espaço meu
Que deixa tudo não levando
Que marca, sempre

Os outros, que ocupam uma sala diferente
Podem ver-se barrados por uma parede
Mas não és tu que a ergues nem eu que não a desfaço
Somos nós que não a vemos pois ela não existe a não ser no que "era" de outros

Entre todo o contacto
Muitos interessam
Mas só um é

especial
único
sublime

Dinâmica

Amigos e amigas
Dos melhores aos piores
Os que estão mais perto e os que mais distam

São demasiado?
São quase nada?
O que são?

Não sei o que são
Porque quem sabe não sabe quem são
Mas quero saber sabendo por ti

Ao sabor do movimento

domingo, 21 de julho de 2013

Laço de flores

Guardo numa arca robusta
Imagens fugazes mas eternas
Percorro pelo laço as flores
Que me assaltam de surpresa

Um toque, um abraço, uma dança
Juntam-se sem fricção à memória
Que tenho do momento e conservo
Não para recordar sem voltar a sentir

E ainda, ao escutar mil músicas que procuro organizar
Não para ter mas para ouvir em repetição contínua
Perco-me; no som que associo àquela imagem

Pormenores

Os detalhes que importam
Fogem como pássaros assustados
Mal se desvia um passo para o lado (errado)

Os momentos que (por vezes) escapam e que
Não são - mas porquê? - gravados, pelo menos,
Numa palavra, imagem ou sensação

Os restos que irritam
Despoletados por feitios e manias
Entristecem e desmotivam - sem necessidade

Mas!
Recordemos, respeitemos e saudemos
Todo
Qualquer 
Pormenor

Caos

Apesar do silêncio,
Há caos.
Vejo no sorriso que não existe após

uma notícia
uma tristeza
umas palavras duras

Em ti, sim.
Em mim, sem dúvida.
Em nós, para quê?

Is there a limit?

Maybe,

there is a limit to where we see
there is a limit on who we mock
there is a limit for breaking (and entering)

But can you truly have a limit?

Imagining
Loving
Breathing
Smiling
Feeling
Going
Finding
Keeping
Burning
Wanting
Exploding
Staying

Living

Ondas

Flutuar, dedilhando, em ti
Em tranças que não existem
Por raios de luz acastanhada ou loira

Mergulhar, de cabeça encontrada,
Em águas cristalinas
Por marés infindáveis

Ouvir, sem filtro,
Em confusões ou silêncios
Pelo doce sabor da voz sem qualquer tique mecânico

Ondas!

Errado

Será correcto pensar
três, mil vezes
antes de falar?

O lugar da espontaneidade não é errado
em ti
em mim
em qualquer um que imagine

Não pensar
Não sonhar
Não imaginar
É conceber em si uma prisão
Como se se tivesse cometido um crime
Ou pecado por pecar
Por ter errado, aos olhos ou mentes ou sensos comuns de alguém

E, assim, penso
Não errada nem correctamente
Zero, vinte, duzentas vezes
Imagino, crio, faço acontecer
Imaginamos, criamos, fazemos acontecer

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Surpresa

Um sorriso sem palavras numa sala escura
Preparada para a ocasião sem sequer ter sido tocada
Vale tanto mais que milhares de metros
Pois expressa aquilo que não se pode escapar

Surpresa!

Partilhar

Bocados de pão, pedaços de doce, copos de líquido
Emprestam-se
Dão-se
Dividem-se
Escolhe-se a quem se dá e olha-se a quem nos pede

Vidas longas, histórias compridas, momentos únicos
Juntam-se
Contam-se
Partilham-se
Escolhe-se a quem se dá? Olha-se a quem nos pede?

Gira, mundo nosso, com a tua gente genuína

Enquanto dormes

A sono solto e com claridade residual através da persiana mal fechada
Passeias pelo mundo dos sonhos, dançando
Com que sonhas? Sentes que estou ali, a teu lado?

Inalo e respiro-te; exalo e sinto-te.
Tenho a sensação que emanas calor e frio ao mesmo tempo
Que és fonte de luz mesmo de olhos fechados

De repente, toldam-se meus olhos sobre si mesmos
Mas sem antes te escutarem no silêncio da noite escura
E assim, enquanto dormes: sonho e adormeço e vejo

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Carta

(negro em branco gasto, com algo mais)

Ir e Voltar, Vir e Retornar

Ir -
Como não querer deixar de ir, quando nos esperam?
Mais! Esperamos que nos esperem
Não queremos deixar à espera quem quer (como nós) que vamos

Voltar -
Perdendo o medo, a garganta treme
Propaga aos olhos, à face e aos neurónios todo o seu frio
E tornamos atrás com a frente lavada

Vir -
E há momentos em que ansiamos por uma vinda
Vindoura em tempos, ou prestes a acontecer
Mudos como uma pedra, rejubilamos

Retornar -
Na alvorada de luz solar, cinzenta pois é reflectida
Quem nos deixa vai e não pode ficar; ou pode?
Deixamos tudo nas mãos  da velocidade, e reiniciamos.

A música que flui

Dos corpos que dançam ébrios
Foge a música que ribomba nas colunas gigantes
Reflectindo nas bolhas criadas inocentemente pelos que não vibram

Por vezes, uma figura ímpar surge;
Dança, treme, baila
E aí a música - não toda, mas quase - encontra refúgio

No corpo em que a música flui

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Espera

Aguardando por um toque
Anseia-se mas não se desespera
Procura-se a calma no turbilhão
Sobrepõe-se a vontade à espera

Quem vem, virá
Quem está, estará
E o acaso da delonga não é mais
Do que uma onda no oceano

Que não separa

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Lidar

Uma situação não é mais que um mero acaso
Um encontro entre palavras, olhares ou contactos
Mas um sorriso mostra tudo; e quando, por vezes,
se esconde, como abrir de novo a arca pesada?
Sei que posso estar, falar ou explodir

E
no entanto
não é isso que quero:

Só me interessa o fluir único, sem destino mas
com inesgotável
sentido

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Até ao nascer do Sol

Quando no horizonte a luz raiou
E por todo o lado se espalhou
Já para mim era dia
Tal era o modo como o teu olhar reluzia
Nascendo o Sol, o corpo estremeceu
Pelo frio que o calor repentino desvaneceu

E tudo à volta era magia
Na forma de cada bocado que se fazia
De imaginação, de loucura e de alegria

terça-feira, 11 de junho de 2013

Escala de espontaneidade

Repentino e fugaz como um olhar desviado
Uma acção sofre de um pensamento prévio
Não é nada mais do que natural;
Não é nada mais do que uma vontade.

Saber à partida, nem que por um milésimo de segundo, (o) que se sabe,
Destrói a criatividade? Não;
O que é espontâneo é-o sem necessidade de o ser
Pois nasce de dentro do cérebro inimitável de cada um

Cabelos

Cabelos à solta ao vento
O trompete soa a ouro no fundo da cabeça
A rua dança, a baía brilha e as estrelas mostram-se
E no silêncio de uma música há olhos que se encontram sem se ver, e reluzem

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Par

Acção e reacção
Como evitar?
Não, não há escapatória;
Uma traz a outra.

Palavras doces tornam-se duras
Pontos quentes arrefecem ao vento
E a noite toma o seu verdadeiro tom de negro

E se uma foge, a outra alcança
Se outra desespera, a outra espera
Quando uma incendeia, a outra apaga

Amarelo

Palavras que não são ditas
Fazem-se acompanhar de um sorriso amarelo
Ecoam no silêncio que consome
E entram em combustão, sem saber como

Numa alma que não existe
Há um pilar que oscila sob ensaio
Mas não rompe nem quebra

Vem, luz amarela do carro que
Ziguezagueia a alta velocidade
Por curvas tortas e imprecisas

Encandeia!

Lampião por entre as árvores

Uma luz no escuro alumia
O chão pisado pelo ar
E por quem não passa

Um arvoredo viçoso
Teima em quebrar o raio artificial
Mas a luz mostra-se, com suas milhentas cores

E ignora o pouco espaço por onde passa

Cintilante

Um pequeno rebento de planta
Submerso, a não ser por um pouco,
Por terra imunda e escura
Cresce, a traços largos,
Fura o ar com a sua vontade e entusiasmo

Despedir-se-á, um dia, da flora e fauna
Que sempre o rodearam com diversos olhares

Explodirá, qual supernova
Cujo brilho não é visível ao longe
Mas que lá está, esteve e sempre estará

sábado, 1 de junho de 2013

Ânsia

Quero chegar sem demora
A um lugar que desconheço
Posso, aí, ser feliz?

Caibo na arca que mostras aberta
Pelo menos em sonhos estranhos
Mas há quem duvide, como eu e tu

E tudo gira continuamente
Num sentido ou no contrário
Não há como parar;
Só se pode ansiar.

Raio de Sol

Raio de Sol
8 minutos é demasiado tempo
Porque estás tão longe?
Quero-te aqui, já, sempre

Raio de Sol
Queimas, assas e ardes
Castigas;
Não podes deixar de o fazer

Raio de Sol
Por entre plantas e prédios
Vem!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Rainhas nas entrelinhas

Movendo-se por quaisquer casas,
Há, por todo o lado, rainhas.
Cercam peões que tentam, um dia,
Se transformar em algo mais

Limite

Num desassossego de umas palavras que não ouço
Há uma inquietação bidireccional mas desequilibrada
O contraste de cores e brilhos salta à vista
E o limite surge, nunca sendo só o céu

E forte é, que dói
E fútil é, que exaspera
E saudoso é, que entristece

Histórias numa história

Uma história que mal começou
Pode um dia ou nunca acabar
Mas como um fio num novelo
A cada momento tem um inevitável desenrolar

Dentro dela, há pequenas partes.
Histórias em si mesmo
Reais, irreais,
Fantasiosas ou naturais!

De ouvir para crer
Ou de acreditar por temer
As histórias que habitam uma história
São momentos

únicos
partilhados

e
(um - qualquer - dia)
relembrados

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sol por entre as árvores

O astro esconde-se a caminho do horizonte
Liberta o seu último fulgor no que chamamos hoje
Muda de cor a seu bel-prazer
Pois sabe que o amanhã é garantido

Mas a nós nem ele nos garante
Que o calor continue a brotar dos nossos corpos
E que a electricidade flua pelo nosso ser físico

Sol, ou nada.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Loucura

Ser louco é ser fiel a si mesmo
Aos neurónios, aos impulsos
Tomar uma direcção com toda a força das ondas
E navegar pela água de mil cores
Pintando-a com o (nosso) próprio tom

"Quando me dizem: "vem por aqui!" (...)
Nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar (...)
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam os meus próprios passos (...)
Eu tenho a minha loucura! (...)
Não sei por onde vou
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"

Criar

A criatividade que espanta
E que é peça essencial,
Roldana, engrenagem, motor
Do mundo que gira
Tem forma de teia de aranha
Sem prender mas envolvendo
Liberta, voa, catapulta
Em mentes sãs (ou não)
(em corpos sãos (ou sim))

É o poder real que quem tem e o sabe
A ele não mais aspira com voracidade
Usa-o, antes, para explodir em velocidade
Para viajar sem rumo mas com meta

E o vento, incessante e forte
Torna-se numa brisa ineficaz
Ajoelha-se perante o raio de Sol
Que refracta, reflecte e aquece

domingo, 7 de abril de 2013

Era uma vez

Contando histórias
Partilhando fumo
Bebendo à saúde irónica

Um bar, dois bares, quantos mais?
A música faz sentir e lembrar
E nem mesmo a memória triste
Ou o acaso infeliz
Apagam a luz de qualquer história

Daquelas que começam (sem se saber como acabam)
por "Era uma vez..."

Crianças grandes

Qual a necessidade de ser grande quando já se foi criança?
Envelhecemos, vivemos, criamos memórias
E a criança está lá, sempre viva e atenta
Olha-nos; distorce-nos sem darmos sequer conta
E o que queríamos ser, se não somos
Não é mais do que um travão de ser grande
Que a qualquer momento

pode
deve
tem de

ser fustigado pela inocência de sermos, termos sido e sempre irmos ser

crianças
(pequenas ou grandes)

sábado, 30 de março de 2013

Disposto?

Preparado e confiante
Um rapaz segue a sua mente pelo mundo fora
Vai sozinho? Pode ir, mas nunca o está
Nunca o esteve mesmo quando só esteve consigo

E se alguém o acompanha
Vai sozinho também, porque o é
Mas partilha, descobre e explora

Regista;
assimila;
vibra!

Fluidez

No meio do fumo e do barulho
Os anos passam e as vidas mudam
De modo, de estilo e de estado

Mas há sempre oportunidade para caminhar um pouco
Não para trás, mas para a frente
Porque a conversa nasce

Como antes escorria
e sempre fluiu

quarta-feira, 27 de março de 2013

Silêncio (2)

Cai um raio na terra
E me sobressalto com o silêncio
Que o trovão, ao não vir, traz

O silêncio, se pela indiferença, muda
Cala, arrepia e gela

Toque

Toque de campainha
Alguém à porta, que pretende?
Uma entrada de rompante
Ou um panfleto de deitar fora?

Toque de classe
Andar e não cair
Com ou sem apoio
Do alto, com vista para o mundo

Toque de mãos
Relaxante e necessário
Benefício na pobreza
Energia, calma e destreza

sexta-feira, 15 de março de 2013

Fio condutor

Num emaranhado duma rede
Cada um tem o seu fio que o conduz
A ele se agarra e se deixa levar
Ou ele se enrola e faz caminhar

Cada um, cada qual
Tem o seu fio, que pode ou não conhecer
Mas ele existe no meio da rede
Mais ou menos entrelaçado

O fio condutor é uma planta
Que recebe luz e a processa
Mas o resultado dessa fotossíntese
Cada um, cada qual, pode ou não aproveitar

domingo, 10 de março de 2013

Por uma noite

Uma noite, uma estrela que brilha
Mostra a sua luz ao homem que caminha só
Mas não está abandonado; além da estrela,
Pulsam os neurónios do seu cérebro inebriado
E assim, sente, pelo menos por uma noite, que vive

sábado, 9 de março de 2013

Blocos

Pedaços de vida sem ânimo
Ligam-se e operam
Quais máquinas de uma fábrica
Sabem o que fazem

Blocos, que seguem instruções

Desenhar

Como pegar num lápis se a mão não responde?
Como fluir no movimento se a psicose atrasa?
Como olhar para o branco e não ficar estarrecido pela inveja?

São linhas, formas e figuras
Que se expressam sem desenhar
São sonhos, manias e ilusões
Que atacam sem cessar

Crepúsculo

Já não é madrugada mas ainda não é manhã
Surge no meu sonho uma cara vagamente familiar
Mas ao mesmo tempo longínqua

O sorriso pergunta-me: "Como vais?"
As feições convidam e pergunto-me se quero
Quero? Quis, já não quero nem posso

São pontos nos is que já não existem
Demasiadas barreiras se elevam sem piedade
E, mesmo assim, o rosto pontua o sonho

Peso

Leve como pedras de uma água
As mesmas que na calçada se pisam
Peso diferente, maior, e, ah!, a robustez

Um camião que passa pesa e passa
Pesado, como o mundo e as vidas
Que com ele e nele giram

Pesamo-nos e deixamos que nos pesem
Ligamos a balança electrónica mal acordamos
E sem sentir, julgamos

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lembrança

Não é mais do que escrevo
Nem tanto que me sobressalte
São relâmpagos sem trovões
Botões sem casa

E, assim sendo, desaparecerão.
Por isso, os vou deixando escritos
Não por minha vontade mas só

e apenas

pela qualidade, efémera, do que foi e já não é

Versos emprestados

Estar tão longe e tão perto ao mesmo tempo
Pedir proximidade sem julgar distâncias
São utopias ou realidades?
São manias ou vontades?

E, mais a mais, o que tenho
Não é mais do que uma letra na cabeça
Que me recorda e assalta

"Quem vem e atravessa o rio (...)"

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Encontrar sem procurar

É um esforço em vão saber quem sou
Quando não sei quem és
Mas vale a pena se o mundo se move
E um encontro casual pode surgir

Da luz!

Olhos

Fechavas as portadas com delicadeza
Adormecias numa cama pré-aquecida
Dormias profundamente sonhando e vivendo
Acordavas e via teus olhos de um azul inesperado, quente e esplendoroso

E tu, também? Companhia para tanto
Mas a uma distância tão grande quanto necessária
Ah! Os olhos!
Os teus, uma pequena parte da tua beleza ofuscante

Numa tristeza recente dizias que não podias conversar
Mas falavas, com entusiasmo
Largavas um pouco de saber e inocência
Com olhos tristes mas reluzentes e soberbos

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Formas

Será disforme o que não é belo?
Não eras bela mas tinhas toda a forma
Sobretudo quando te movias ao som da música
E tornas-te musa

Será belo o que não é disforme?
És bela mas estás longe, cada vez mais agora
Cavas e cavalgas distâncias e não passas de uma alucinação
Como se fosse possível acender todas as lareiras do mundo com um só fósforo

São formas que nos distinguem
Que nos marcam e torcem como uma corda vazia
À espera de ser atada

sábado, 22 de dezembro de 2012

Solstício

Nas pegadas de um monstro
Cabem saídas e abandonos
Voam luzes e vontades
Planos, quereres e amizades

Há uma luz negra que, agora, no inverno, brilha
Não ilumina ou alumia e só escurece o pensamento
Essa luz, criadora de solidão
Poderá ela ser uma ilusão?

De braço dado com a luz, espera-se numa sombra
Largando-a, descobre-se um mundo novo que
É totalmente incerto. Espera-se, não, quer-se, então

(ou procura-se se houver audácia)

alguém.
Que apareça num raio transformador e exultante.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Miséria ou sonho?

Duma miséria de sonho
Partido em dois e por isso intenso
Cobre-me uma camada espessa de angústia
Que já não é real pois há

Quem sorria e ilumine
Seja ao longe, ao perto
Rápido e inocente, rápido e deliberado

E assim, miséria há mas o sonho
Ah, o sonho
A suplanta

Ah, tu!

Ah, tu
Que com falsos altos mas plenos saltos
Desfazes qualquer ilusão de prazer
E ao mesmo tempo colides no tempo e na vontade

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sabes?

Saber quem sou
Entre quem sabe quem tem
Não é mais do que encontrar alguém
Que sabe quem é e quem sou
Mas é mais do que perguntar quem és
Quão árduo, quão duro

Triste?

Rodeado

A inveja assalta-me
Fugaz mas eficaz
Não me consigo conter
Mas nada contra consigo fazer

Onde estás tu, que és minha?
Porque não danças em mim?
Quero-te, odeio-te talvez
Mas desejo-te

E tento, sem sucesso?,
Procurar-te

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Salto

De uma só vez chego com atraso ao pleno ar
Perco-me na noção de tempo e de espaço
Tento ficar, mas gravito logo retorno
Sem esplendor mas também sem horror

Vento

Corre uma brisa pelas ruas
Atormentada por chuva pequena que a irrita
Desafiada por pessoas cobertas de tecidos
Mas vencedora de folhas, ramos e estações

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Capa

Preciso de uma capa sem argolas
De ser um super-herói sem o mostrar
Quero uma capa para iluminar
O que escondo sem querer

Dispersão

Ideias vagueiam pelo cérebro desordenado
Pousam por vezes em lampejos de fulgor
Levantam, destroem, fazem vibrar e adormecer

Palavras soam a pouco de tão longe que estão
Mesmo perto, são distantes
Não se ouvem, emudecem, fazem despertar e lembrar

Músicas de alguém sobre alguém
Associam-se com rapidez ao momento, à pessoa e ao lugar
Surgem em sonhos, desconcertam, acalmam e abrem portas

Sofrer

Quem sofre, dói e faz doer
A quem repara e a quem não nota
Não falar traz ainda mais sofrimento
Interno, doloroso, constante

segunda-feira, 12 de março de 2012

Marcas

Pedaços que doem
Sobras que não acabam
Monstros que de sonhos nem de dias ou noites desaparecem
São marcas indeléveis

Tentar apagar, acabar ou esquecer
É difícil; inútil? Nunca!
Como a calçada duma rua
Por mais pedras que se calquem
Por mais passos que se gastem

Há sempre uma estrela que brilha
Não é esperança nem lembrança
É o futuro

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Porta

Fronteira de espaços que és
Não mudas de mais um pequeno número de estados
Abres luz e fechas escuridão

Procuro-te, porta. Dá-me acesso ao que ocultas
Deixa aparecer a novidade.

Dança

Dançar, tu dançavas
E ao olhar eu tremia
Do esplendor que reluzias
Do movimento incessante e coordenado
Ao som de nada ou ao som de tudo
Sem descuidos, com fantasia

Tu dançavas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quando não estás

As luzes apagam-se e o reflexo não existe
Só a sombra sobrevive e nela habita o vazio
Não há vontade, não há um olhar sorridente
As costas arrefecem pela distância e

A ausência dói.

Glória

Cobrir-me-ás um dia, glória?
Quem conta contigo, com pouco se desilude
Saber onde estás confunde-se com um labirinto
De muito difícil saída

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Jogos de luzes

São linhas incompletas, aquelas que me guiam
Têm início sem fim
E silvos de um instrumento
Conduzem os meus pés

Mas é a luz que se dispersa
Que tanto foge pelo canto do olho, para trás
Como se afasta, ao longe e ao fundo

O arrastar da escuridão nada pode
Nem é
Perante o jogo de luzes

Paraíso

Na Terra, apenas.
Promessa de encanto inebriante
Condição atrás de condição, forja-se o caminho

É ele, o caminho, o paraíso?
Ou só à chegada se saboreia?
Não. Não. É agora
(a novidade)
Que desconcerta e ilumina

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sem forma

Sem forma nem conteúdo
Escrevo e descrevo
Uma entidade sem descrição
E é possível? Sim, torna-se
Meu e logo teu

Assim o queiras
Assim me permitas

Problemas

São problemas que me atormentam
Mas são eles que me fazem viver
São problemas que se pudessem
Não eram mais do que um esmorecer

O que sou, sem problemas,
O que sou, sem caminhar

Eu? Ou outro que não eu?

Musa

És minha musa mas nunca o podes ser
Inspiração para cortar pelos dias sem esmorecer
Cobras a tua conta com outras escolhas
Mostras a tua face, o teu cabelo, o teu estilo
Que me lembra e faz lembrar do que não tenho
E já não quero, porque não é a ti que quero

És minha musa mas nunca devias ser

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alusão a ti

Escolhe-me a mim e
Diz o que pensas
O que mais te apoquenta e
O que faz feliz

Tira-me desse lugar recôndito
Onde escondes o que é teu
Vem, volta, recomeça

Faz de mim aquilo que és e
Aquilo que não sou

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nova aparência

Uma aparência nova ou renovada
Surge perante os meus olhos
Como um pedaço de fruta nova
Ou uma parede branca pintada de fresco

Mas ilude? Pode fazê-lo,
Pode mostrar aquilo que não é
Mas também não sei o que será

É apenas uma aparência. Uma
Amostra de cor, luz e som
Uma amostra de pessoa

Nulo

O que é nulo transtorna
Prolonga no tempo o problema de o ser
Estraga vontades e causa desgostos

Mas sendo nulo, é belo

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Memórias felizes

Vazio de recordações de alegria?
Não, nunca,
Mas não sempre
Porque o que é feliz marca pouco em mim

E o mundo gira na mesma.

Memórias tristes

Fácil é acumular lembranças
De tempos difíceis ou complexos

Lembrá-los faz vibrar
Como um ponte desgovernada

Vivê-los faz desdenhar
O que não é triste noutros

Seres
Lugares
Neurónios

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Numa parede

"Nascer, trabalhar, morrer" é
Escrito numa parede
E derrota quem lê
Como uma espada domina outra

Dito por não dito,
O espaço que se invade
É perdido ou perdição

E largando-o, não se sabe nunca
Onde ele pára ou recomeça
Pois não se acredita

Livre e pronto

Desprender, soltar, saltar
Largar e deitar fora
O que sobra ou é fútil

Libertar, esvoaçar, sair
Criar ou recriar
O que não tem fronteiras

Desamarrar, cortar, fluir
Montar e sobrevoar
O que se desmorona

terça-feira, 1 de novembro de 2011

São novas, estas sensações

Não há modo de explicar
O nó que se dá no estomâgo
Nem o nó que se forma na garganta
Nem mesmo aquele que pés trocados fazem

No entanto, há uma forma de mostrar
Que o que sinto não sinto,
Não é meu mas teu
E é novidade

Mas não adoro eu
A Novidade, a Beleza e o Universo?
Ah, sim! Sem dúvida que são
Nós em mim

Fria

Veni, vidi, vici
Mas não, não conquisto.
Sou conquistado por uma mão gelada
Que me toca com desprezo

E conversas ecoam ao longe
E ribombam em mim
Como trovões numa noite dessas

Mas são lamúrias tristes
Que me engolem e paralisam
Como o teu adeus, que não é quente;

Que não existe

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Não são reais

Não são reais

As palavras que escrevo
Os sons que ouço
As imagens que vejo

São vistas sobre um oceano
São barulhos de uma concha
São rabiscos na areia

Destino

Destino em que não acredito
Deus que não reconheço
Fujam de mim
Não se prendam como uma aranha prende uma borboleta

Mas tu, Beleza, fica

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Afronta

É uma vontade inegável
Aquela de responder ao que não tem resposta
Porque não teve de ter ínicio

Mas teve fim
Um fim em mim

Que não é o fim, pois se prolonga e demora
E pesa como uma rede de nós duros

Como a tirar? Sem

a

front

a

Silêncio

Silêncio avassalador que destróis e corróis
Porque pairas sobre mim?
Porque vibras como uma ponte perdida
E saltas de neurónio em neurónio?

Terrível és, silêncio fazes
E perdes, ganhas
O quê?

Solidão?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Estrela

É uma estrela que foge a outra
Que faz cintilar e brilha

É uma estrela que sustenta o negro
Que ofusca e gira

É uma estrela que faz girar
Esta Terra que não é nossa

Toldado

Capturado pela inércia,
Vagueio ao longo de um caminho
Ao largo de um curso de água qualquer
Até ao fim

Mas qual fim? Há algum?

Há fim, sem fim, a toda a minha volta
E à volta de tudo o que faço girar

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Desprezo

O horror destilado
Na cara de quem vê
Não com olhos, mas com o sabor
E sente um travo amargo desnecessário

Desprezo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Becoming

Becoming something
In the way she moves

Knowing how to become something
While she watches

Believing and

becoming

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Palavras ao vento

Palavras ao vento
Largadas sem discrição
Flutuam pelo ar
E galgam correntes

São palavras
São momentos
São palavras

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um caminho

Descobrir

Um caminho

Percorrer avenidas de incerteza
Não acreditar em saídas

Mas com um sorriso
Há entradas e sabores
Que não se esquecem

Que indicam

Que mostram

Um caminho

Árvore

Árvore que ondulas
Ao sabor da esquisitice dos teus ramos
Porque te perdes na luz?
Porque te perdes no verde?

Ondulas
Como o vento deseja e

é

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Olhares

Olhares cheios de malícia
Que queimam como um dedo apontado
A luxúrias sem fim
E sem destino

A menos que sejas tu
E aí, sim,
Procuro-te num destino

domingo, 29 de maio de 2011

A memória de uma fotografia

Traz-me à memória um sabor espesso
Aquela fotografia em que se riem, dois

Uns dois
Que não são mais que dois mas que podem e são uns

Porque há uma fotografia
Porque há uma memória
Há uma vontade, presa na

fotografia

Preciso

Preciso

De qualquer coisa de novo, a toda a hora
A qualquer momento preciso de um movimento

De um preciso fulgor que me agarre e revire

Preciso

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pf votem! Please vote!

Olá a todos,

Por favor votem na QMoS! Basta:

- ir a http://www.tv.up.pt/videos/F49zqt59
- clicar em baixo, em LOGIN ou REGISTE-SE onde se lê "Efectue o login ou registe-se para poder comentar!", para fazer login ou completar o registo
- adicionar o vídeo aos favoritos clicando no coração ♥ e depois em "Adicionar"

Para alguma dúvida pf contactem-me ou vejam http://iup25k.up.pt/tutorial-iup25k.pdf !


Pf espalhem também esta mensagem!
Obrigado!

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Hello everyone,

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If you need any help (I know, it's in portuguese) let me know!

Please spread this message!

Thank you!

--
Bernardo

domingo, 28 de junho de 2009

A cada passo

A cada passo que dou, pontapeio um bloco de ar de arestas, faces e vértices transparentes mas nunca invisíveis. O bloco sobe e inspiro a sua essência; devolvo-a mais tarde, mais à frente, sem piedade. Só a poluição satisfaz o mecanismo de funcionamento!

terça-feira, 9 de junho de 2009

I find myself

I find myself reviewing
An event where rage
As strong and hard as never before
Overwhelmed every other feeling

Be it joy, envy or loneliness
There I was, hating every step
Of the process with neither
goal
nor
plan

I find myself with no means
To justify this end
Or this (re)start

domingo, 31 de maio de 2009

Há um vestido que nasce do meu pensamento

Se há um vestido que esvoaça
Há uma cabeça que se vira
Se há cabelos ao vento
Há fantasias de verão

Se nasce uma dança
Nasce um sabor de frescura
Se nasce uma sede numa garganta
Nasce quem a tire, a toda a hora

quarta-feira, 20 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Destruído

Destruído

por dentro e por fora

um contorcionista faz nele próprio alterações



temporárias, mas estonteantes

sábado, 9 de maio de 2009

Sem rei nem roque

Podia estar a noite toda a escrever, ansiando pela altura de centrar uma ou outra palavra e mexer em botões em vez de letras. Mas não sairia, garantidamente, mais do que sairá agora. O fluxo destas coisas é em mim desordenado.

Não há caos, mas também não há ordem. Pelo meio, subo pelas paredes do meio da ponte. Onde há um daqueles tolos que não conseguem saber para que margem se dirigir, embora o saibam lá no fundo da caverna cerebral.

É ter medo e não ter sede de procura. Avançar gruta dentro e girar por entre estalactites e estalagmites, ziguezagueando ao som de músicas deste século, do outro século e de qualquer século.

segunda-feira, 9 de março de 2009

As voltas do mundo

Sem querer, não sou eu
Querendo, também não
E as voltas que o mundo dá
Que querem elas, que não páram

Quero e quero-te
Mas quero que me queiram
Aqui, agora, sempre

domingo, 8 de março de 2009

Sem horas

Escrever sem horas entusiasma-me. Adoro olhar para o relógio e dizer "que se lixe" e continuar a trabalhar, ou seja, pesquisar e criar. Daí, quero que se passe o mesmo com a escrita e a leitura. Tenho vontade de ter uma sede inédita e fulgurante de palavras minhas ou de outros. De me deixar do jargão técnico e deambular, sem medo ou tristeza, por outros estilos e convenções. Ou mesmo sem regras nenhumas ou estilos indefinidos! Uma palavra, um parágrafo, uma página, um capítulo e um livro que se escorram pelo tempo e por mim fazem-me falta porque faço-me falta. Está comigo e quero que renasça; que eu renasça.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Why and how or The dawn

Why is it so? How does it go?

We feel but
                    we slumber
                                         (though we never yawn)

Wake up! Here is my 
                                  dawn.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Get rhythm when you get the blues (à la geek)

From Urban Dictionary ( http://www.urbandictionary.com ) :
geek
The people you pick on in high school and wind up working for as an adult
The geeky kid now owns a million dollar software company
So there's an excuse to what follows.
while("get the blues" == true) {
getRhythm();
}

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Morto

mas ressuscitável. (e não se chama Santana Lopes)

sábado, 4 de outubro de 2008

Complicado

Complicado, quão complicado? Interessa sequer saber quão complicado é? Não será (é, quero acreditar) melhor saborear a dificuldade sem ter a completa noção do seu tamanho? A consciência exagerada é sem dúvida castrante mas muitas vezes tentadora. -Insert God here-, livrai-nos do mal.

P.S.: God or god? Quanto respeito?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Can't stop



Olá, como estás? / Hello, how are you doing? / Hej, hur mår du?
Saudades e reencontros surgem
Memórias e sabores reavivam-se
Não quero
Parar!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Como se, numa noite qualquer

É como a invisibilidade com a qual o ar nos sufoca
Que um olhar pode trair, ao indicar.
E ignorar tal observação destrói, tanto
     - ou mais -
Do que levá-la a peito, ripostando.

"Quis saber quem sou
O que faço aqui"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vertigo


Kaknästornet, where's the vertigo?
[silence...]
...what a beautiful city.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sim ou não?

Sim ou não, em frente ou atrás, para esquerda ou para a direita, saber ou não saber, ignorar ou enfrentar, abrir ou fechar, mistério ou facto, desgosto ou sorriso?

Puxar ou largar, guardar ou mostrar, confiar ou suspeitar, ver ou fechar os olhos, desanimar ou encher o peito?

Sim ou não?

domingo, 17 de agosto de 2008

The room

Salut, says the man with the cigar on his mouth to himself
He tips the restaurant waitress that he carefully picked
Or the one he wishes he had before and can't dream enough about
Should he go, should he stay?

He goes. He sits at the bar and finds her picture in the bottom of
     a glass of whisky
     that is soon refilled, again
His suit tells him apart from most of the voices that won't shut up
     in his head
     in the bartender's head
     in the room's head

Pictures don't matter when you know
     the room. 
He's in love with the room.

Porque falas assim?

Mas, porque falas assim? Porque
Desligas e ligas o teu rádio incessante
E o sintonizas numa frequência remota
Que leva ao desgaste sem consciência
E aí, vulnerável, pousas a cabeça num ombro
Que te é simultaneamente desconhecido e familiar
Porque não distingues, só falas

Assim, para quem ouve.

sábado, 16 de agosto de 2008

Moribundo

Fica o Sol moribundo,
Cortesia de nuvens de espesso cinzento
E assim se esconde. Por vezes fá-lo
Por detrás da Lua ou de outro astro qualquer

Mas quando sai, apenas quando se mostra,
Brilha.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Fumo

Uma fogueira arde sem fumo,
Apanhando desprotegidos seres pelo mundo fora

Um isqueiro acende um cigarro de denso fumo,
E o que é novo emerge sem demora

O que é fumaça?
O que é fumo?
O que é fogo?

O que é essencial?

Nada mais

Nada mais do que um olhar,
Bem profundo, a perscrutar

Nada mais do que um olhar,
Doido, incessante

Nada mais do que um olhar,
Que basta, que absorve

Nada mais do que um olhar.

Tales of the future, hopefully not fake

The view

The view from the afternoon
Oh, sweet ignorance, blissful lazyness

The view from the night
Oh, utter despair

The view from the morning
/*Insert some kind of happiness related item here*/

terça-feira, 12 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008

A Daily Find

Do you want to be 2.30m tall? Buy a periscope.

Outra vez

Cais desamparada sobre os meus braços,
como quem é tão leve que não se sustenta

Não sei como te segurar;
será um abraço desajeitado suficiente?

Dizes que sim mas não vejo verdade ou ironia nos teus olhos
E subo pelas minhas próprias paredes
Que se erguem em torno da minha consciência

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sem vontade

Sem vontade
de te falar
de te ouvir
de me irritar
de me duvidar
de te duvidar
de me esquecer
de me lembrar
de saber de ti, de mim
de me lembrar que não sei
de me lembrar do que sei
de atender
de rejeitar

de pensar

You, mistaken or misleading?

How dare you come to me with such doubts lingering in the air?
Do you want me to stay?

Is it possible that you believe that people are unable to change?
Everyday, I fight and put aside everything that makes me sad.

Bra!

Celebrities

Episode 1!



Eh eh Episode 2..



Then, Episode 3.



and (omg) Episode 4 ?!



Ah, celebrities.

Gosh, how I need to go take pictures again.

A rede de sonhos 2

A rede que nos interliga e trespassa
Que nos faz fluir sonhos, vontades e memórias

Sinais sobem e descem, instantâneos e incapturáveis
Só o resultado nos pode sobressaltar
  Ou nem isso, sequer

Mas os sinais e a rede, vivem em si e por si
De dentro fazem-nos a face que mostramos
  Dentro são felizes e ignorantes, peças de máquina
Eles são nós, nós somos nós

E a rede continua a fazer sonhar
Ligamo-nos e perdemo-nos
Mas tão simples é reatar uma conexão
Que nunca se deve considerar nenhuma perdida
  Pois há rede, e há memória 

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ambição

ambição | s. f.
ambição
do Lat. ambitione
s. f.,
desejo veemente de fortuna, de glória, de honrarias, de poder;
cobiça.

Desejo. De vida.

Ir ou A rede de sonhos

Ir, com alguém
Ir, sozinho

  Ir e partilhar comigo ou contigo
  Ou só ir, só

Porque estar, acompanhado
Envolto e inundado de vozes e sonhos
É o que nos faz, a rede

  A rede de sonhos

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A cidade que corre

Estocolmo corre e passa por mim, por nós e por muitos. Em Fevereiro, o vento gelado sopra na cidade mas as pessoas não estremecem. A cidade não sobrevive; vive! E nada pára

É já Junho e o Sol cai sobre todos com uma extrema vontade de colar t-shirts a costas. A cidade vive cada vez mais e há uma aura de luz e calor em cada esquina.

E eu fechado e acorrentado, prisioneiro da minha própria pessoa.

domingo, 1 de junho de 2008

People come, people go


Memories fade, memories stay.
Lifes change, lifes will never be the same.


Flags are raised, signed flags show how (much) we care.


sexta-feira, 30 de maio de 2008

What's up, young folks?

Parede, precisa-se

Preciso duma parede. Uma parede grande, imaculada de branca, onde tudo seja desconhecido. Uma parede com o meu nome, o teu nome e o nome do mundo.

Para quê uma parede, pergunto-me? Para que serve uma coisa tão vazia e estática? Não são um caderno, uma folha A2 ou uma tela suficientes para despejar as asas da imaginação?

Não. Uma parede é o que preciso: quero action painting, ideias naquele estado primário e deliciosamente incerto, frustrações e génios fora da lâmpada!

PRECISO DUMA PAREDE. SE ME PODES AJUDAR, CONTACTA-ME.

domingo, 13 de janeiro de 2008

De volta

De volta, com um olhar novo sobre onde venho e o mesmo olhar sobre para onde voltei.

Pessoas novas chegam e velhas voltam, aos poucos.
Visitam-se intermináveis lugares diferentes.
Usam-se materiais deixados :)
Pensam-se objectivos renovados, em tudo e todos!

Ah, Escandinávia!


domingo, 11 de novembro de 2007

Lá fora



Adoro ir para fora, lá fora.
Longo tempo, pensamento antigo, sabedoria destruída.
Raiva, horror, terror.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Não!



Sim!
O quê?
Passa aí a cerveja.

Casa



Casa aqui, casa ali!
Porque não sou nómada, eremita ou sherpa?
Lembro e imagino, sempre!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Distribuindo e baralhando

Mudar, para quê mudar? Sabe-se que qualquer alteração nunca é definitiva: há sempre uma coincidência, um facto com consequência ou um sopro de (in)diferença que muda de novo aquilo que se queria quieto.

E saber que aqui
Onde mudo
De novo me desafio
E me desencontro

Como dantes, caio - mas agora longe - não sabendo nunca como quebrar o feitiço momentâneo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Arredondando às vontades



Globen ou o Pavihão Rosa Mota Avantajado de Estocolmo.
Um mundo de espectáculos, desportos, compras e mais.
Que vontade de ir ver hóquei no gelo!

Dispersando



Stockholms Stadion, o estádio olímpico de Estocolmo.
Lugar dos Jogos Olímpicos de 1912,
palco medieval de desporto moderno.
Vai Asafa, os 9.70 são teus!


domingo, 9 de setembro de 2007

Verdade seja dita



Kungliga Slottet ou o Palácio Real, localizado em Gamla Stan.
Uma fortaleza para defesa do lago Mälaren ou um local de trabalho para os reis.
Tanto para ver, tantas vidas, tão pouca memória.

Dançando como metal


Tunnelbana, o metropolitano de Estocolmo.
Uma estação qualquer, porto de abrigo da cidade onde vagueio.

Uma carruagem dançante que é simultaneamente o meu horror e o meu amor.

sábado, 8 de setembro de 2007

The king's garden



Kungsträdgården, o jardim do rei, no centro de Estocolmo.
Choque de gerações no "street chess".

Um dos caminhos para Gamla Stan, a cidade velha.

"Worlding"



Lappkärrsberget ou Lappis, zona de residências estudantis no norte de Estocolmo.
Uma das primeiras manhãs, após dormida em quarto emprestado.
Um korridor (andar) com suecos, irlandesas, alemãs, um islandês, um chinês e por aí fora.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Só para começar



Aeroporto de Girona, 5 da manhã.
En route para Estocolmo.
Adoro noites em que durmo 1/2h.