Preparado e confiante
Um rapaz segue a sua mente pelo mundo fora
Vai sozinho? Pode ir, mas nunca o está
Nunca o esteve mesmo quando só esteve consigo
E se alguém o acompanha
Vai sozinho também, porque o é
Mas partilha, descobre e explora
Regista;
assimila;
vibra!
sábado, 30 de março de 2013
Fluidez
No meio do fumo e do barulho
Os anos passam e as vidas mudam
De modo, de estilo e de estado
Mas há sempre oportunidade para caminhar um pouco
Não para trás, mas para a frente
Porque a conversa nasce
Como antes escorria
e sempre fluiu
Os anos passam e as vidas mudam
De modo, de estilo e de estado
Mas há sempre oportunidade para caminhar um pouco
Não para trás, mas para a frente
Porque a conversa nasce
Como antes escorria
e sempre fluiu
quarta-feira, 27 de março de 2013
Silêncio (2)
Cai um raio na terra
E me sobressalto com o silêncio
Que o trovão, ao não vir, traz
O silêncio, se pela indiferença, muda
Cala, arrepia e gela
E me sobressalto com o silêncio
Que o trovão, ao não vir, traz
O silêncio, se pela indiferença, muda
Cala, arrepia e gela
Toque
Toque de campainha
Alguém à porta, que pretende?
Uma entrada de rompante
Ou um panfleto de deitar fora?
Toque de classe
Andar e não cair
Com ou sem apoio
Do alto, com vista para o mundo
Toque de mãos
Relaxante e necessário
Benefício na pobreza
Energia, calma e destreza
Alguém à porta, que pretende?
Uma entrada de rompante
Ou um panfleto de deitar fora?
Toque de classe
Andar e não cair
Com ou sem apoio
Do alto, com vista para o mundo
Toque de mãos
Relaxante e necessário
Benefício na pobreza
Energia, calma e destreza
sexta-feira, 15 de março de 2013
Fio condutor
Num emaranhado duma rede
Cada um tem o seu fio que o conduz
A ele se agarra e se deixa levar
Ou ele se enrola e faz caminhar
Cada um, cada qual
Tem o seu fio, que pode ou não conhecer
Mas ele existe no meio da rede
Mais ou menos entrelaçado
O fio condutor é uma planta
Que recebe luz e a processa
Mas o resultado dessa fotossíntese
Cada um, cada qual, pode ou não aproveitar
Cada um tem o seu fio que o conduz
A ele se agarra e se deixa levar
Ou ele se enrola e faz caminhar
Cada um, cada qual
Tem o seu fio, que pode ou não conhecer
Mas ele existe no meio da rede
Mais ou menos entrelaçado
O fio condutor é uma planta
Que recebe luz e a processa
Mas o resultado dessa fotossíntese
Cada um, cada qual, pode ou não aproveitar
domingo, 10 de março de 2013
Por uma noite
Uma noite, uma estrela que brilha
Mostra a sua luz ao homem que caminha só
Mas não está abandonado; além da estrela,
Pulsam os neurónios do seu cérebro inebriado
E assim, sente, pelo menos por uma noite, que vive
Mostra a sua luz ao homem que caminha só
Mas não está abandonado; além da estrela,
Pulsam os neurónios do seu cérebro inebriado
E assim, sente, pelo menos por uma noite, que vive
sábado, 9 de março de 2013
Blocos
Pedaços de vida sem ânimo
Ligam-se e operam
Quais máquinas de uma fábrica
Sabem o que fazem
Blocos, que seguem instruções
Ligam-se e operam
Quais máquinas de uma fábrica
Sabem o que fazem
Blocos, que seguem instruções
Desenhar
Como pegar num lápis se a mão não responde?
Como fluir no movimento se a psicose atrasa?
Como olhar para o branco e não ficar estarrecido pela inveja?
São linhas, formas e figuras
Que se expressam sem desenhar
São sonhos, manias e ilusões
Que atacam sem cessar
Como fluir no movimento se a psicose atrasa?
Como olhar para o branco e não ficar estarrecido pela inveja?
São linhas, formas e figuras
Que se expressam sem desenhar
São sonhos, manias e ilusões
Que atacam sem cessar
Crepúsculo
Já não é madrugada mas ainda não é manhã
Surge no meu sonho uma cara vagamente familiar
Mas ao mesmo tempo longínqua
O sorriso pergunta-me: "Como vais?"
As feições convidam e pergunto-me se quero
Quero? Quis, já não quero nem posso
São pontos nos is que já não existem
Demasiadas barreiras se elevam sem piedade
E, mesmo assim, o rosto pontua o sonho
Surge no meu sonho uma cara vagamente familiar
Mas ao mesmo tempo longínqua
O sorriso pergunta-me: "Como vais?"
As feições convidam e pergunto-me se quero
Quero? Quis, já não quero nem posso
São pontos nos is que já não existem
Demasiadas barreiras se elevam sem piedade
E, mesmo assim, o rosto pontua o sonho
Peso
Leve como pedras de uma água
As mesmas que na calçada se pisam
Peso diferente, maior, e, ah!, a robustez
Um camião que passa pesa e passa
Pesado, como o mundo e as vidas
Que com ele e nele giram
Pesamo-nos e deixamos que nos pesem
Ligamos a balança electrónica mal acordamos
E sem sentir, julgamos
As mesmas que na calçada se pisam
Peso diferente, maior, e, ah!, a robustez
Um camião que passa pesa e passa
Pesado, como o mundo e as vidas
Que com ele e nele giram
Pesamo-nos e deixamos que nos pesem
Ligamos a balança electrónica mal acordamos
E sem sentir, julgamos
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Lembrança
Não é mais do que escrevo
Nem tanto que me sobressalte
São relâmpagos sem trovões
Botões sem casa
E, assim sendo, desaparecerão.
Por isso, os vou deixando escritos
Não por minha vontade mas só
e apenas
pela qualidade, efémera, do que foi e já não é
Nem tanto que me sobressalte
São relâmpagos sem trovões
Botões sem casa
E, assim sendo, desaparecerão.
Por isso, os vou deixando escritos
Não por minha vontade mas só
e apenas
pela qualidade, efémera, do que foi e já não é
Versos emprestados
Estar tão longe e tão perto ao mesmo tempo
Pedir proximidade sem julgar distâncias
São utopias ou realidades?
São manias ou vontades?
E, mais a mais, o que tenho
Não é mais do que uma letra na cabeça
Que me recorda e assalta
"Quem vem e atravessa o rio (...)"
Pedir proximidade sem julgar distâncias
São utopias ou realidades?
São manias ou vontades?
E, mais a mais, o que tenho
Não é mais do que uma letra na cabeça
Que me recorda e assalta
"Quem vem e atravessa o rio (...)"
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Encontrar sem procurar
É um esforço em vão saber quem sou
Quando não sei quem és
Mas vale a pena se o mundo se move
E um encontro casual pode surgir
Da luz!
Quando não sei quem és
Mas vale a pena se o mundo se move
E um encontro casual pode surgir
Da luz!
Olhos
Fechavas as portadas com delicadeza
Adormecias numa cama pré-aquecida
Dormias profundamente sonhando e vivendo
Acordavas e via teus olhos de um azul inesperado, quente e esplendoroso
E tu, também? Companhia para tanto
Mas a uma distância tão grande quanto necessária
Ah! Os olhos!
Os teus, uma pequena parte da tua beleza ofuscante
Numa tristeza recente dizias que não podias conversar
Mas falavas, com entusiasmo
Largavas um pouco de saber e inocência
Com olhos tristes mas reluzentes e soberbos
Adormecias numa cama pré-aquecida
Dormias profundamente sonhando e vivendo
Acordavas e via teus olhos de um azul inesperado, quente e esplendoroso
E tu, também? Companhia para tanto
Mas a uma distância tão grande quanto necessária
Ah! Os olhos!
Os teus, uma pequena parte da tua beleza ofuscante
Numa tristeza recente dizias que não podias conversar
Mas falavas, com entusiasmo
Largavas um pouco de saber e inocência
Com olhos tristes mas reluzentes e soberbos
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Formas
Será disforme o que não é belo?
Não eras bela mas tinhas toda a forma
Sobretudo quando te movias ao som da música
E tornas-te musa
Será belo o que não é disforme?
És bela mas estás longe, cada vez mais agora
Cavas e cavalgas distâncias e não passas de uma alucinação
Como se fosse possível acender todas as lareiras do mundo com um só fósforo
São formas que nos distinguem
Que nos marcam e torcem como uma corda vazia
À espera de ser atada
Não eras bela mas tinhas toda a forma
Sobretudo quando te movias ao som da música
E tornas-te musa
Será belo o que não é disforme?
És bela mas estás longe, cada vez mais agora
Cavas e cavalgas distâncias e não passas de uma alucinação
Como se fosse possível acender todas as lareiras do mundo com um só fósforo
São formas que nos distinguem
Que nos marcam e torcem como uma corda vazia
À espera de ser atada
sábado, 22 de dezembro de 2012
Solstício
Nas pegadas de um monstro
Cabem saídas e abandonos
Voam luzes e vontades
Planos, quereres e amizades
Há uma luz negra que, agora, no inverno, brilha
Não ilumina ou alumia e só escurece o pensamento
Essa luz, criadora de solidão
Poderá ela ser uma ilusão?
De braço dado com a luz, espera-se numa sombra
Largando-a, descobre-se um mundo novo que
É totalmente incerto. Espera-se, não, quer-se, então
(ou procura-se se houver audácia)
alguém.
Que apareça num raio transformador e exultante.
Cabem saídas e abandonos
Voam luzes e vontades
Planos, quereres e amizades
Há uma luz negra que, agora, no inverno, brilha
Não ilumina ou alumia e só escurece o pensamento
Essa luz, criadora de solidão
Poderá ela ser uma ilusão?
De braço dado com a luz, espera-se numa sombra
Largando-a, descobre-se um mundo novo que
É totalmente incerto. Espera-se, não, quer-se, então
(ou procura-se se houver audácia)
alguém.
Que apareça num raio transformador e exultante.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Miséria ou sonho?
Duma miséria de sonho
Partido em dois e por isso intenso
Cobre-me uma camada espessa de angústia
Que já não é real pois há
Quem sorria e ilumine
Seja ao longe, ao perto
Rápido e inocente, rápido e deliberado
E assim, miséria há mas o sonho
Ah, o sonho
A suplanta
Ah, tu!
Ah, tu
Que com falsos altos mas plenos saltos
Desfazes qualquer ilusão de prazer
E ao mesmo tempo colides no tempo e na vontade
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Sabes?
Saber quem sou
Entre quem sabe quem tem
Não é mais do que encontrar alguém
Que sabe quem é e quem sou
Mas é mais do que perguntar quem és
Quão árduo, quão duro
Triste?
Entre quem sabe quem tem
Não é mais do que encontrar alguém
Que sabe quem é e quem sou
Mas é mais do que perguntar quem és
Quão árduo, quão duro
Triste?
Rodeado
A inveja assalta-me
Fugaz mas eficaz
Não me consigo conter
Mas nada contra consigo fazer
Onde estás tu, que és minha?
Porque não danças em mim?
Quero-te, odeio-te talvez
Mas desejo-te
E tento, sem sucesso?,
Procurar-te
Fugaz mas eficaz
Não me consigo conter
Mas nada contra consigo fazer
Onde estás tu, que és minha?
Porque não danças em mim?
Quero-te, odeio-te talvez
Mas desejo-te
E tento, sem sucesso?,
Procurar-te
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Salto
De uma só vez chego com atraso ao pleno ar
Perco-me na noção de tempo e de espaço
Tento ficar, mas gravito logo retorno
Sem esplendor mas também sem horror
Perco-me na noção de tempo e de espaço
Tento ficar, mas gravito logo retorno
Sem esplendor mas também sem horror
Vento
Corre uma brisa pelas ruas
Atormentada por chuva pequena que a irrita
Desafiada por pessoas cobertas de tecidos
Mas vencedora de folhas, ramos e estações
Atormentada por chuva pequena que a irrita
Desafiada por pessoas cobertas de tecidos
Mas vencedora de folhas, ramos e estações
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Capa
Preciso de uma capa sem argolas
De ser um super-herói sem o mostrar
Quero uma capa para iluminar
O que escondo sem querer
De ser um super-herói sem o mostrar
Quero uma capa para iluminar
O que escondo sem querer
Dispersão
Ideias vagueiam pelo cérebro desordenado
Pousam por vezes em lampejos de fulgor
Levantam, destroem, fazem vibrar e adormecer
Palavras soam a pouco de tão longe que estão
Mesmo perto, são distantes
Não se ouvem, emudecem, fazem despertar e lembrar
Músicas de alguém sobre alguém
Associam-se com rapidez ao momento, à pessoa e ao lugar
Surgem em sonhos, desconcertam, acalmam e abrem portas
Pousam por vezes em lampejos de fulgor
Levantam, destroem, fazem vibrar e adormecer
Palavras soam a pouco de tão longe que estão
Mesmo perto, são distantes
Não se ouvem, emudecem, fazem despertar e lembrar
Músicas de alguém sobre alguém
Associam-se com rapidez ao momento, à pessoa e ao lugar
Surgem em sonhos, desconcertam, acalmam e abrem portas
Sofrer
Quem sofre, dói e faz doer
A quem repara e a quem não nota
Não falar traz ainda mais sofrimento
Interno, doloroso, constante
A quem repara e a quem não nota
Não falar traz ainda mais sofrimento
Interno, doloroso, constante
segunda-feira, 12 de março de 2012
Marcas
Pedaços que doem
Sobras que não acabam
Monstros que de sonhos nem de dias ou noites desaparecem
São marcas indeléveis
Tentar apagar, acabar ou esquecer
É difícil; inútil? Nunca!
Como a calçada duma rua
Por mais pedras que se calquem
Por mais passos que se gastem
Há sempre uma estrela que brilha
Não é esperança nem lembrança
É o futuro
Sobras que não acabam
Monstros que de sonhos nem de dias ou noites desaparecem
São marcas indeléveis
Tentar apagar, acabar ou esquecer
É difícil; inútil? Nunca!
Como a calçada duma rua
Por mais pedras que se calquem
Por mais passos que se gastem
Há sempre uma estrela que brilha
Não é esperança nem lembrança
É o futuro
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Porta
Fronteira de espaços que és
Não mudas de mais um pequeno número de estados
Abres luz e fechas escuridão
Procuro-te, porta. Dá-me acesso ao que ocultas
Deixa aparecer a novidade.
Não mudas de mais um pequeno número de estados
Abres luz e fechas escuridão
Procuro-te, porta. Dá-me acesso ao que ocultas
Deixa aparecer a novidade.
Dança
Dançar, tu dançavas
E ao olhar eu tremia
Do esplendor que reluzias
Do movimento incessante e coordenado
Ao som de nada ou ao som de tudo
Sem descuidos, com fantasia
Tu dançavas.
E ao olhar eu tremia
Do esplendor que reluzias
Do movimento incessante e coordenado
Ao som de nada ou ao som de tudo
Sem descuidos, com fantasia
Tu dançavas.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Quando não estás
As luzes apagam-se e o reflexo não existe
Só a sombra sobrevive e nela habita o vazio
Não há vontade, não há um olhar sorridente
As costas arrefecem pela distância e
A ausência dói.
Só a sombra sobrevive e nela habita o vazio
Não há vontade, não há um olhar sorridente
As costas arrefecem pela distância e
A ausência dói.
Glória
Cobrir-me-ás um dia, glória?
Quem conta contigo, com pouco se desilude
Saber onde estás confunde-se com um labirinto
De muito difícil saída
Quem conta contigo, com pouco se desilude
Saber onde estás confunde-se com um labirinto
De muito difícil saída
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Jogos de luzes
São linhas incompletas, aquelas que me guiam
Têm início sem fim
E silvos de um instrumento
Conduzem os meus pés
Mas é a luz que se dispersa
Que tanto foge pelo canto do olho, para trás
Como se afasta, ao longe e ao fundo
O arrastar da escuridão nada pode
Nem é
Perante o jogo de luzes
Têm início sem fim
E silvos de um instrumento
Conduzem os meus pés
Mas é a luz que se dispersa
Que tanto foge pelo canto do olho, para trás
Como se afasta, ao longe e ao fundo
O arrastar da escuridão nada pode
Nem é
Perante o jogo de luzes
Paraíso
Na Terra, apenas.
Promessa de encanto inebriante
Condição atrás de condição, forja-se o caminho
É ele, o caminho, o paraíso?
Ou só à chegada se saboreia?
Não. Não. É agora
(a novidade)
Que desconcerta e ilumina
Promessa de encanto inebriante
Condição atrás de condição, forja-se o caminho
É ele, o caminho, o paraíso?
Ou só à chegada se saboreia?
Não. Não. É agora
(a novidade)
Que desconcerta e ilumina
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Sem forma
Sem forma nem conteúdo
Escrevo e descrevo
Uma entidade sem descrição
E é possível? Sim, torna-se
Meu e logo teu
Assim o queiras
Assim me permitas
Escrevo e descrevo
Uma entidade sem descrição
E é possível? Sim, torna-se
Meu e logo teu
Assim o queiras
Assim me permitas
Problemas
São problemas que me atormentam
Mas são eles que me fazem viver
São problemas que se pudessem
Não eram mais do que um esmorecer
O que sou, sem problemas,
O que sou, sem caminhar
Eu? Ou outro que não eu?
Mas são eles que me fazem viver
São problemas que se pudessem
Não eram mais do que um esmorecer
O que sou, sem problemas,
O que sou, sem caminhar
Eu? Ou outro que não eu?
Musa
És minha musa mas nunca o podes ser
Inspiração para cortar pelos dias sem esmorecer
Cobras a tua conta com outras escolhas
Mostras a tua face, o teu cabelo, o teu estilo
Que me lembra e faz lembrar do que não tenho
E já não quero, porque não é a ti que quero
És minha musa mas nunca devias ser
Inspiração para cortar pelos dias sem esmorecer
Cobras a tua conta com outras escolhas
Mostras a tua face, o teu cabelo, o teu estilo
Que me lembra e faz lembrar do que não tenho
E já não quero, porque não é a ti que quero
És minha musa mas nunca devias ser
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Alusão a ti
Escolhe-me a mim e
Diz o que pensas
O que mais te apoquenta e
O que faz feliz
Tira-me desse lugar recôndito
Onde escondes o que é teu
Vem, volta, recomeça
Faz de mim aquilo que és e
Aquilo que não sou
Diz o que pensas
O que mais te apoquenta e
O que faz feliz
Tira-me desse lugar recôndito
Onde escondes o que é teu
Vem, volta, recomeça
Faz de mim aquilo que és e
Aquilo que não sou
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Nova aparência
Uma aparência nova ou renovada
Surge perante os meus olhos
Como um pedaço de fruta nova
Ou uma parede branca pintada de fresco
Mas ilude? Pode fazê-lo,
Pode mostrar aquilo que não é
Mas também não sei o que será
É apenas uma aparência. Uma
Amostra de cor, luz e som
Uma amostra de pessoa
Surge perante os meus olhos
Como um pedaço de fruta nova
Ou uma parede branca pintada de fresco
Mas ilude? Pode fazê-lo,
Pode mostrar aquilo que não é
Mas também não sei o que será
É apenas uma aparência. Uma
Amostra de cor, luz e som
Uma amostra de pessoa
Nulo
O que é nulo transtorna
Prolonga no tempo o problema de o ser
Estraga vontades e causa desgostos
Mas sendo nulo, é belo
Prolonga no tempo o problema de o ser
Estraga vontades e causa desgostos
Mas sendo nulo, é belo
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Memórias felizes
Vazio de recordações de alegria?
Não, nunca,
Mas não sempre
Porque o que é feliz marca pouco em mim
E o mundo gira na mesma.
Não, nunca,
Mas não sempre
Porque o que é feliz marca pouco em mim
E o mundo gira na mesma.
Memórias tristes
Fácil é acumular lembranças
De tempos difíceis ou complexos
Lembrá-los faz vibrar
Como um ponte desgovernada
Vivê-los faz desdenhar
O que não é triste noutros
Seres
Lugares
Neurónios
De tempos difíceis ou complexos
Lembrá-los faz vibrar
Como um ponte desgovernada
Vivê-los faz desdenhar
O que não é triste noutros
Seres
Lugares
Neurónios
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Numa parede
"Nascer, trabalhar, morrer" é
Escrito numa parede
E derrota quem lê
Como uma espada domina outra
Dito por não dito,
O espaço que se invade
É perdido ou perdição
E largando-o, não se sabe nunca
Onde ele pára ou recomeça
Pois não se acredita
Escrito numa parede
E derrota quem lê
Como uma espada domina outra
Dito por não dito,
O espaço que se invade
É perdido ou perdição
E largando-o, não se sabe nunca
Onde ele pára ou recomeça
Pois não se acredita
Livre e pronto
Desprender, soltar, saltar
Largar e deitar fora
O que sobra ou é fútil
Libertar, esvoaçar, sair
Criar ou recriar
O que não tem fronteiras
Desamarrar, cortar, fluir
Montar e sobrevoar
O que se desmorona
Largar e deitar fora
O que sobra ou é fútil
Libertar, esvoaçar, sair
Criar ou recriar
O que não tem fronteiras
Desamarrar, cortar, fluir
Montar e sobrevoar
O que se desmorona
terça-feira, 1 de novembro de 2011
São novas, estas sensações
Não há modo de explicar
O nó que se dá no estomâgo
Nem o nó que se forma na garganta
Nem mesmo aquele que pés trocados fazem
No entanto, há uma forma de mostrar
Que o que sinto não sinto,
Não é meu mas teu
E é novidade
Mas não adoro eu
A Novidade, a Beleza e o Universo?
Ah, sim! Sem dúvida que são
Nós em mim
O nó que se dá no estomâgo
Nem o nó que se forma na garganta
Nem mesmo aquele que pés trocados fazem
No entanto, há uma forma de mostrar
Que o que sinto não sinto,
Não é meu mas teu
E é novidade
Mas não adoro eu
A Novidade, a Beleza e o Universo?
Ah, sim! Sem dúvida que são
Nós em mim
Fria
Veni, vidi, vici
Mas não, não conquisto.
Sou conquistado por uma mão gelada
Que me toca com desprezo
E conversas ecoam ao longe
E ribombam em mim
Como trovões numa noite dessas
Mas são lamúrias tristes
Que me engolem e paralisam
Como o teu adeus, que não é quente;
Que não existe
Mas não, não conquisto.
Sou conquistado por uma mão gelada
Que me toca com desprezo
E conversas ecoam ao longe
E ribombam em mim
Como trovões numa noite dessas
Mas são lamúrias tristes
Que me engolem e paralisam
Como o teu adeus, que não é quente;
Que não existe
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Não são reais
Não são reais
As palavras que escrevo
Os sons que ouço
As imagens que vejo
São vistas sobre um oceano
São barulhos de uma concha
São rabiscos na areia
As palavras que escrevo
Os sons que ouço
As imagens que vejo
São vistas sobre um oceano
São barulhos de uma concha
São rabiscos na areia
Destino
Destino em que não acredito
Deus que não reconheço
Fujam de mim
Não se prendam como uma aranha prende uma borboleta
Mas tu, Beleza, fica
Deus que não reconheço
Fujam de mim
Não se prendam como uma aranha prende uma borboleta
Mas tu, Beleza, fica
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Afronta
É uma vontade inegável
Aquela de responder ao que não tem resposta
Porque não teve de ter ínicio
Mas teve fim
Um fim em mim
Que não é o fim, pois se prolonga e demora
E pesa como uma rede de nós duros
Como a tirar? Sem
a
front
a
Aquela de responder ao que não tem resposta
Porque não teve de ter ínicio
Mas teve fim
Um fim em mim
Que não é o fim, pois se prolonga e demora
E pesa como uma rede de nós duros
Como a tirar? Sem
a
front
a
Silêncio
Silêncio avassalador que destróis e corróis
Porque pairas sobre mim?
Porque vibras como uma ponte perdida
E saltas de neurónio em neurónio?
Terrível és, silêncio fazes
E perdes, ganhas
O quê?
Solidão?
Porque pairas sobre mim?
Porque vibras como uma ponte perdida
E saltas de neurónio em neurónio?
Terrível és, silêncio fazes
E perdes, ganhas
O quê?
Solidão?
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Estrela
É uma estrela que foge a outra
Que faz cintilar e brilha
É uma estrela que sustenta o negro
Que ofusca e gira
É uma estrela que faz girar
Esta Terra que não é nossa
Que faz cintilar e brilha
É uma estrela que sustenta o negro
Que ofusca e gira
É uma estrela que faz girar
Esta Terra que não é nossa
Toldado
Capturado pela inércia,
Vagueio ao longo de um caminho
Ao largo de um curso de água qualquer
Até ao fim
Mas qual fim? Há algum?
Há fim, sem fim, a toda a minha volta
E à volta de tudo o que faço girar
Vagueio ao longo de um caminho
Ao largo de um curso de água qualquer
Até ao fim
Mas qual fim? Há algum?
Há fim, sem fim, a toda a minha volta
E à volta de tudo o que faço girar
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Desprezo
O horror destilado
Na cara de quem vê
Não com olhos, mas com o sabor
E sente um travo amargo desnecessário
Desprezo
Na cara de quem vê
Não com olhos, mas com o sabor
E sente um travo amargo desnecessário
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Becoming
Becoming something
In the way she moves
Knowing how to become something
While she watches
Believing and
becoming
In the way she moves
Knowing how to become something
While she watches
Believing and
becoming
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Palavras ao vento
Palavras ao vento
Largadas sem discrição
Flutuam pelo ar
E galgam correntes
São palavras
São momentos
São palavras
Largadas sem discrição
Flutuam pelo ar
E galgam correntes
São palavras
São momentos
São palavras
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Um caminho
Descobrir
Um caminho
Percorrer avenidas de incerteza
Não acreditar em saídas
Mas com um sorriso
Há entradas e sabores
Que não se esquecem
Que indicam
Que mostram
Um caminho
Um caminho
Percorrer avenidas de incerteza
Não acreditar em saídas
Mas com um sorriso
Há entradas e sabores
Que não se esquecem
Que indicam
Que mostram
Um caminho
Árvore
Árvore que ondulas
Ao sabor da esquisitice dos teus ramos
Porque te perdes na luz?
Porque te perdes no verde?
Ondulas
Como o vento deseja e
é
Ao sabor da esquisitice dos teus ramos
Porque te perdes na luz?
Porque te perdes no verde?
Ondulas
Como o vento deseja e
é
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Olhares
Olhares cheios de malícia
Que queimam como um dedo apontado
A luxúrias sem fim
E sem destino
A menos que sejas tu
E aí, sim,
Procuro-te num destino
Que queimam como um dedo apontado
A luxúrias sem fim
E sem destino
A menos que sejas tu
E aí, sim,
Procuro-te num destino
domingo, 29 de maio de 2011
A memória de uma fotografia
Traz-me à memória um sabor espesso
Aquela fotografia em que se riem, dois
Uns dois
Que não são mais que dois mas que podem e são uns
Porque há uma fotografia
Porque há uma memória
Há uma vontade, presa na
fotografia
Aquela fotografia em que se riem, dois
Uns dois
Que não são mais que dois mas que podem e são uns
Porque há uma fotografia
Porque há uma memória
Há uma vontade, presa na
fotografia
Preciso
Preciso
De qualquer coisa de novo, a toda a hora
A qualquer momento preciso de um movimento
De um preciso fulgor que me agarre e revire
Preciso
De qualquer coisa de novo, a toda a hora
A qualquer momento preciso de um movimento
De um preciso fulgor que me agarre e revire
Preciso
quarta-feira, 24 de março de 2010
Pf votem! Please vote!
Olá a todos,
Por favor votem na QMoS! Basta:
- ir a http://www.tv.up.pt/videos/F49zqt59
- clicar em baixo, em LOGIN ou REGISTE-SE onde se lê "Efectue o login ou registe-se para poder comentar!", para fazer login ou completar o registo
- adicionar o vídeo aos favoritos clicando no coração ♥ e depois em "Adicionar"
Para alguma dúvida pf contactem-me ou vejam http://iup25k.up.pt/tutorial-iup25k.pdf !
Pf espalhem também esta mensagem!
Obrigado!
-----
Hello everyone,
Please vote for QMoS! You only have to:
- go to http://www.tv.up.pt/videos/F49zqt59
- click below the video, on LOGIN or REGISTE-SE where it reads "Efectue o login ou registe-se para poder comentar!", so that you can login ou complete the registration
- add the video to your favorites by clicking on the heart ♥ and then on "Adicionar"
If you need any help (I know, it's in portuguese) let me know!
Please spread this message!
Thank you!
--
Bernardo
Por favor votem na QMoS! Basta:
- ir a http://www.tv.up.pt/videos/F49zqt59
- clicar em baixo, em LOGIN ou REGISTE-SE onde se lê "Efectue o login ou registe-se para poder comentar!", para fazer login ou completar o registo
- adicionar o vídeo aos favoritos clicando no coração ♥ e depois em "Adicionar"
Para alguma dúvida pf contactem-me ou vejam http://iup25k.up.pt/tutorial-iup25k.pdf !
Pf espalhem também esta mensagem!
Obrigado!
-----
Hello everyone,
Please vote for QMoS! You only have to:
- go to http://www.tv.up.pt/videos/F49zqt59
- click below the video, on LOGIN or REGISTE-SE where it reads "Efectue o login ou registe-se para poder comentar!", so that you can login ou complete the registration
- add the video to your favorites by clicking on the heart ♥ and then on "Adicionar"
If you need any help (I know, it's in portuguese) let me know!
Please spread this message!
Thank you!
--
Bernardo
domingo, 28 de junho de 2009
A cada passo
A cada passo que dou, pontapeio um bloco de ar de arestas, faces e vértices transparentes mas nunca invisíveis. O bloco sobe e inspiro a sua essência; devolvo-a mais tarde, mais à frente, sem piedade. Só a poluição satisfaz o mecanismo de funcionamento!
terça-feira, 9 de junho de 2009
I find myself
I find myself reviewing
An event where rage
As strong and hard as never before
Overwhelmed every other feeling
Be it joy, envy or loneliness
There I was, hating every step
Of the process with neither
goal
nor
plan
I find myself with no means
To justify this end
Or this (re)start
An event where rage
As strong and hard as never before
Overwhelmed every other feeling
Be it joy, envy or loneliness
There I was, hating every step
Of the process with neither
goal
nor
plan
I find myself with no means
To justify this end
Or this (re)start
domingo, 31 de maio de 2009
Há um vestido que nasce do meu pensamento
Se há um vestido que esvoaça
Há uma cabeça que se vira
Se há cabelos ao vento
Há fantasias de verão
Se nasce uma dança
Nasce um sabor de frescura
Se nasce uma sede numa garganta
Nasce quem a tire, a toda a hora
Há uma cabeça que se vira
Se há cabelos ao vento
Há fantasias de verão
Se nasce uma dança
Nasce um sabor de frescura
Se nasce uma sede numa garganta
Nasce quem a tire, a toda a hora
quarta-feira, 20 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Destruído
Destruído
por dentro e por fora
um contorcionista faz nele próprio alterações
temporárias, mas estonteantes
sábado, 9 de maio de 2009
Sem rei nem roque
Podia estar a noite toda a escrever, ansiando pela altura de centrar uma ou outra palavra e mexer em botões em vez de letras. Mas não sairia, garantidamente, mais do que sairá agora. O fluxo destas coisas é em mim desordenado.
Não há caos, mas também não há ordem. Pelo meio, subo pelas paredes do meio da ponte. Onde há um daqueles tolos que não conseguem saber para que margem se dirigir, embora o saibam lá no fundo da caverna cerebral.
É ter medo e não ter sede de procura. Avançar gruta dentro e girar por entre estalactites e estalagmites, ziguezagueando ao som de músicas deste século, do outro século e de qualquer século.
segunda-feira, 9 de março de 2009
As voltas do mundo
Sem querer, não sou eu
Querendo, também não
E as voltas que o mundo dá
Que querem elas, que não páram
Quero e quero-te
Mas quero que me queiram
Aqui, agora, sempre
domingo, 8 de março de 2009
Sem horas
Escrever sem horas entusiasma-me. Adoro olhar para o relógio e dizer "que se lixe" e continuar a trabalhar, ou seja, pesquisar e criar. Daí, quero que se passe o mesmo com a escrita e a leitura. Tenho vontade de ter uma sede inédita e fulgurante de palavras minhas ou de outros. De me deixar do jargão técnico e deambular, sem medo ou tristeza, por outros estilos e convenções. Ou mesmo sem regras nenhumas ou estilos indefinidos! Uma palavra, um parágrafo, uma página, um capítulo e um livro que se escorram pelo tempo e por mim fazem-me falta porque faço-me falta. Está comigo e quero que renasça; que eu renasça.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Why and how or The dawn
Why is it so? How does it go?
We feel but
we slumber
(though we never yawn)
Wake up! Here is my
dawn.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Get rhythm when you get the blues (à la geek)
From Urban Dictionary ( http://www.urbandictionary.com ) :
geek
The people you pick on in high school and wind up working for as an adult
The geeky kid now owns a million dollar software company
So there's an excuse to what follows.
while("get the blues" == true) {
getRhythm();
}
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
sábado, 4 de outubro de 2008
Complicado
Complicado, quão complicado? Interessa sequer saber quão complicado é? Não será (é, quero acreditar) melhor saborear a dificuldade sem ter a completa noção do seu tamanho? A consciência exagerada é sem dúvida castrante mas muitas vezes tentadora. -Insert God here-, livrai-nos do mal.
P.S.: God or god? Quanto respeito?
P.S.: God or god? Quanto respeito?
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Can't stop
Olá, como estás? / Hello, how are you doing? / Hej, hur mår du?
Saudades e reencontros surgem
Memórias e sabores reavivam-se
Não quero
Parar!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Como se, numa noite qualquer
É como a invisibilidade com a qual o ar nos sufoca
Que um olhar pode trair, ao indicar.
E ignorar tal observação destrói, tanto
- ou mais -
Do que levá-la a peito, ripostando.
"Quis saber quem sou
O que faço aqui"
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Sim ou não?
Sim ou não, em frente ou atrás, para esquerda ou para a direita, saber ou não saber, ignorar ou enfrentar, abrir ou fechar, mistério ou facto, desgosto ou sorriso?
Puxar ou largar, guardar ou mostrar, confiar ou suspeitar, ver ou fechar os olhos, desanimar ou encher o peito?
Sim ou não?
domingo, 17 de agosto de 2008
The room
Salut, says the man with the cigar on his mouth to himself
He tips the restaurant waitress that he carefully picked
Or the one he wishes he had before and can't dream enough about
Should he go, should he stay?
He goes. He sits at the bar and finds her picture in the bottom of
a glass of whisky
that is soon refilled, again
His suit tells him apart from most of the voices that won't shut up
in his head
in the bartender's head
in the room's head
Pictures don't matter when you know
the room.
He's in love with the room.
Porque falas assim?
Mas, porque falas assim? Porque
Desligas e ligas o teu rádio incessante
E o sintonizas numa frequência remota
Que leva ao desgaste sem consciência
E aí, vulnerável, pousas a cabeça num ombro
Que te é simultaneamente desconhecido e familiar
Porque não distingues, só falas
Assim, para quem ouve.
sábado, 16 de agosto de 2008
Moribundo
Fica o Sol moribundo,
Cortesia de nuvens de espesso cinzento
E assim se esconde. Por vezes fá-lo
Por detrás da Lua ou de outro astro qualquer
Mas quando sai, apenas quando se mostra,
Brilha.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Fumo
Uma fogueira arde sem fumo,
Apanhando desprotegidos seres pelo mundo fora
Um isqueiro acende um cigarro de denso fumo,
E o que é novo emerge sem demora
O que é fumaça?
O que é fumo?
O que é fogo?
O que é essencial?
Nada mais
Nada mais do que um olhar,
Bem profundo, a perscrutar
Nada mais do que um olhar,
Doido, incessante
Nada mais do que um olhar,
Que basta, que absorve
Nada mais do que um olhar.
The view
The view from the afternoon
Oh, sweet ignorance, blissful lazyness
The view from the night
Oh, utter despair
The view from the morning
/*Insert some kind of happiness related item here*/
terça-feira, 12 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Outra vez
Cais desamparada sobre os meus braços,
como quem é tão leve que não se sustenta
Não sei como te segurar;
será um abraço desajeitado suficiente?
Dizes que sim mas não vejo verdade ou ironia nos teus olhos
E subo pelas minhas próprias paredes
Que se erguem em torno da minha consciência
como quem é tão leve que não se sustenta
Não sei como te segurar;
será um abraço desajeitado suficiente?
Dizes que sim mas não vejo verdade ou ironia nos teus olhos
E subo pelas minhas próprias paredes
Que se erguem em torno da minha consciência
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Sem vontade
Sem vontade
de te falar
de te ouvir
de me irritar
de me duvidar
de te duvidar
de me esquecer
de me lembrar
de saber de ti, de mim
de me lembrar que não sei
de me lembrar do que sei
de atender
de rejeitar
de pensar
You, mistaken or misleading?
How dare you come to me with such doubts lingering in the air?
Do you want me to stay?
Is it possible that you believe that people are unable to change?
Everyday, I fight and put aside everything that makes me sad.
Celebrities
Episode 1!
Eh eh Episode 2..
Then, Episode 3.
and (omg) Episode 4 ?!
Ah, celebrities.
Eh eh Episode 2..
Then, Episode 3.
and (omg) Episode 4 ?!
Ah, celebrities.
Etiquetas:
Barack Obama,
John McCain,
Jon Stewart,
Paris Hilton,
The Daily Show
A rede de sonhos 2
A rede que nos interliga e trespassa
Que nos faz fluir sonhos, vontades e memórias
Sinais sobem e descem, instantâneos e incapturáveis
Só o resultado nos pode sobressaltar
Ou nem isso, sequer
Mas os sinais e a rede, vivem em si e por si
De dentro fazem-nos a face que mostramos
Dentro são felizes e ignorantes, peças de máquina
Eles são nós, nós somos nós
E a rede continua a fazer sonhar
Ligamo-nos e perdemo-nos
Mas tão simples é reatar uma conexão
Que nunca se deve considerar nenhuma perdida
Pois há rede, e há memória
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Ambição
ambição | s. f.
ambição
do Lat. ambitione
s. f.,
desejo veemente de fortuna, de glória, de honrarias, de poder;
cobiça.
ambição
do Lat. ambitione
s. f.,
desejo veemente de fortuna, de glória, de honrarias, de poder;
cobiça.
Desejo. De vida.
Ir ou A rede de sonhos
Ir, com alguém
Ir, sozinho
Ir e partilhar comigo ou contigo
Ou só ir, só
Porque estar, acompanhado
Envolto e inundado de vozes e sonhos
É o que nos faz, a rede
A rede de sonhos
Ir, sozinho
Ir e partilhar comigo ou contigo
Ou só ir, só
Porque estar, acompanhado
Envolto e inundado de vozes e sonhos
É o que nos faz, a rede
A rede de sonhos
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
A cidade que corre
Estocolmo corre e passa por mim, por nós e por muitos. Em Fevereiro, o vento gelado sopra na cidade mas as pessoas não estremecem. A cidade não sobrevive; vive! E nada pára
É já Junho e o Sol cai sobre todos com uma extrema vontade de colar t-shirts a costas. A cidade vive cada vez mais e há uma aura de luz e calor em cada esquina.
E eu fechado e acorrentado, prisioneiro da minha própria pessoa.
domingo, 1 de junho de 2008
People come, people go
Memories fade, memories stay.
Lifes change, lifes will never be the same.

Flags are raised, signed flags show how (much) we care.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Parede, precisa-se
Preciso duma parede. Uma parede grande, imaculada de branca, onde tudo seja desconhecido. Uma parede com o meu nome, o teu nome e o nome do mundo.
Para quê uma parede, pergunto-me? Para que serve uma coisa tão vazia e estática? Não são um caderno, uma folha A2 ou uma tela suficientes para despejar as asas da imaginação?
Não. Uma parede é o que preciso: quero action painting, ideias naquele estado primário e deliciosamente incerto, frustrações e génios fora da lâmpada!
Para quê uma parede, pergunto-me? Para que serve uma coisa tão vazia e estática? Não são um caderno, uma folha A2 ou uma tela suficientes para despejar as asas da imaginação?
Não. Uma parede é o que preciso: quero action painting, ideias naquele estado primário e deliciosamente incerto, frustrações e génios fora da lâmpada!
PRECISO DUMA PAREDE. SE ME PODES AJUDAR, CONTACTA-ME.
domingo, 13 de janeiro de 2008
De volta
De volta, com um olhar novo sobre onde venho e o mesmo olhar sobre para onde voltei.
Pessoas novas chegam e velhas voltam, aos poucos.
Visitam-se intermináveis lugares diferentes.
Usam-se materiais deixados :)
Pensam-se objectivos renovados, em tudo e todos!
Ah, Escandinávia!
domingo, 11 de novembro de 2007
Lá fora
Adoro ir para fora, lá fora.
Longo tempo, pensamento antigo, sabedoria destruída.
Raiva, horror, terror.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Distribuindo e baralhando
Mudar, para quê mudar? Sabe-se que qualquer alteração nunca é definitiva: há sempre uma coincidência, um facto com consequência ou um sopro de (in)diferença que muda de novo aquilo que se queria quieto.
E saber que aqui
Onde mudo
De novo me desafio
E me desencontro
Como dantes, caio - mas agora longe - não sabendo nunca como quebrar o feitiço momentâneo.
E saber que aqui
Onde mudo
De novo me desafio
E me desencontro
Como dantes, caio - mas agora longe - não sabendo nunca como quebrar o feitiço momentâneo.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Arredondando às vontades
Globen ou o Pavihão Rosa Mota Avantajado de Estocolmo.
Um mundo de espectáculos, desportos, compras e mais.
Que vontade de ir ver hóquei no gelo!
Dispersando
Stockholms Stadion, o estádio olímpico de Estocolmo.
Lugar dos Jogos Olímpicos de 1912, palco medieval de desporto moderno.
Vai Asafa, os 9.70 são teus!
domingo, 9 de setembro de 2007
Verdade seja dita
Kungliga Slottet ou o Palácio Real, localizado em Gamla Stan.
Uma fortaleza para defesa do lago Mälaren ou um local de trabalho para os reis.
Tanto para ver, tantas vidas, tão pouca memória.
Dançando como metal
Tunnelbana, o metropolitano de Estocolmo.
Uma estação qualquer, porto de abrigo da cidade onde vagueio.
Uma carruagem dançante que é simultaneamente o meu horror e o meu amor.
sábado, 8 de setembro de 2007
The king's garden
Kungsträdgården, o jardim do rei, no centro de Estocolmo.
Choque de gerações no "street chess".
Um dos caminhos para Gamla Stan, a cidade velha.
"Worlding"
Lappkärrsberget ou Lappis, zona de residências estudantis no norte de Estocolmo.
Uma das primeiras manhãs, após dormida em quarto emprestado.
Um korridor (andar) com suecos, irlandesas, alemãs, um islandês, um chinês e por aí fora.
Etiquetas:
Lappis,
Lappkärrsberget,
Stockholm
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)