quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Salto

De uma só vez chego com atraso ao pleno ar
Perco-me na noção de tempo e de espaço
Tento ficar, mas gravito logo retorno
Sem esplendor mas também sem horror

Vento

Corre uma brisa pelas ruas
Atormentada por chuva pequena que a irrita
Desafiada por pessoas cobertas de tecidos
Mas vencedora de folhas, ramos e estações

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Capa

Preciso de uma capa sem argolas
De ser um super-herói sem o mostrar
Quero uma capa para iluminar
O que escondo sem querer

Dispersão

Ideias vagueiam pelo cérebro desordenado
Pousam por vezes em lampejos de fulgor
Levantam, destroem, fazem vibrar e adormecer

Palavras soam a pouco de tão longe que estão
Mesmo perto, são distantes
Não se ouvem, emudecem, fazem despertar e lembrar

Músicas de alguém sobre alguém
Associam-se com rapidez ao momento, à pessoa e ao lugar
Surgem em sonhos, desconcertam, acalmam e abrem portas

Sofrer

Quem sofre, dói e faz doer
A quem repara e a quem não nota
Não falar traz ainda mais sofrimento
Interno, doloroso, constante

segunda-feira, 12 de março de 2012

Marcas

Pedaços que doem
Sobras que não acabam
Monstros que de sonhos nem de dias ou noites desaparecem
São marcas indeléveis

Tentar apagar, acabar ou esquecer
É difícil; inútil? Nunca!
Como a calçada duma rua
Por mais pedras que se calquem
Por mais passos que se gastem

Há sempre uma estrela que brilha
Não é esperança nem lembrança
É o futuro

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Porta

Fronteira de espaços que és
Não mudas de mais um pequeno número de estados
Abres luz e fechas escuridão

Procuro-te, porta. Dá-me acesso ao que ocultas
Deixa aparecer a novidade.

Dança

Dançar, tu dançavas
E ao olhar eu tremia
Do esplendor que reluzias
Do movimento incessante e coordenado
Ao som de nada ou ao som de tudo
Sem descuidos, com fantasia

Tu dançavas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quando não estás

As luzes apagam-se e o reflexo não existe
Só a sombra sobrevive e nela habita o vazio
Não há vontade, não há um olhar sorridente
As costas arrefecem pela distância e

A ausência dói.

Glória

Cobrir-me-ás um dia, glória?
Quem conta contigo, com pouco se desilude
Saber onde estás confunde-se com um labirinto
De muito difícil saída

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Jogos de luzes

São linhas incompletas, aquelas que me guiam
Têm início sem fim
E silvos de um instrumento
Conduzem os meus pés

Mas é a luz que se dispersa
Que tanto foge pelo canto do olho, para trás
Como se afasta, ao longe e ao fundo

O arrastar da escuridão nada pode
Nem é
Perante o jogo de luzes

Paraíso

Na Terra, apenas.
Promessa de encanto inebriante
Condição atrás de condição, forja-se o caminho

É ele, o caminho, o paraíso?
Ou só à chegada se saboreia?
Não. Não. É agora
(a novidade)
Que desconcerta e ilumina

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sem forma

Sem forma nem conteúdo
Escrevo e descrevo
Uma entidade sem descrição
E é possível? Sim, torna-se
Meu e logo teu

Assim o queiras
Assim me permitas

Problemas

São problemas que me atormentam
Mas são eles que me fazem viver
São problemas que se pudessem
Não eram mais do que um esmorecer

O que sou, sem problemas,
O que sou, sem caminhar

Eu? Ou outro que não eu?

Musa

És minha musa mas nunca o podes ser
Inspiração para cortar pelos dias sem esmorecer
Cobras a tua conta com outras escolhas
Mostras a tua face, o teu cabelo, o teu estilo
Que me lembra e faz lembrar do que não tenho
E já não quero, porque não é a ti que quero

És minha musa mas nunca devias ser

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alusão a ti

Escolhe-me a mim e
Diz o que pensas
O que mais te apoquenta e
O que faz feliz

Tira-me desse lugar recôndito
Onde escondes o que é teu
Vem, volta, recomeça

Faz de mim aquilo que és e
Aquilo que não sou

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nova aparência

Uma aparência nova ou renovada
Surge perante os meus olhos
Como um pedaço de fruta nova
Ou uma parede branca pintada de fresco

Mas ilude? Pode fazê-lo,
Pode mostrar aquilo que não é
Mas também não sei o que será

É apenas uma aparência. Uma
Amostra de cor, luz e som
Uma amostra de pessoa

Nulo

O que é nulo transtorna
Prolonga no tempo o problema de o ser
Estraga vontades e causa desgostos

Mas sendo nulo, é belo

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Memórias felizes

Vazio de recordações de alegria?
Não, nunca,
Mas não sempre
Porque o que é feliz marca pouco em mim

E o mundo gira na mesma.

Memórias tristes

Fácil é acumular lembranças
De tempos difíceis ou complexos

Lembrá-los faz vibrar
Como um ponte desgovernada

Vivê-los faz desdenhar
O que não é triste noutros

Seres
Lugares
Neurónios

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Numa parede

"Nascer, trabalhar, morrer" é
Escrito numa parede
E derrota quem lê
Como uma espada domina outra

Dito por não dito,
O espaço que se invade
É perdido ou perdição

E largando-o, não se sabe nunca
Onde ele pára ou recomeça
Pois não se acredita

Livre e pronto

Desprender, soltar, saltar
Largar e deitar fora
O que sobra ou é fútil

Libertar, esvoaçar, sair
Criar ou recriar
O que não tem fronteiras

Desamarrar, cortar, fluir
Montar e sobrevoar
O que se desmorona

terça-feira, 1 de novembro de 2011

São novas, estas sensações

Não há modo de explicar
O nó que se dá no estomâgo
Nem o nó que se forma na garganta
Nem mesmo aquele que pés trocados fazem

No entanto, há uma forma de mostrar
Que o que sinto não sinto,
Não é meu mas teu
E é novidade

Mas não adoro eu
A Novidade, a Beleza e o Universo?
Ah, sim! Sem dúvida que são
Nós em mim

Fria

Veni, vidi, vici
Mas não, não conquisto.
Sou conquistado por uma mão gelada
Que me toca com desprezo

E conversas ecoam ao longe
E ribombam em mim
Como trovões numa noite dessas

Mas são lamúrias tristes
Que me engolem e paralisam
Como o teu adeus, que não é quente;

Que não existe

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Não são reais

Não são reais

As palavras que escrevo
Os sons que ouço
As imagens que vejo

São vistas sobre um oceano
São barulhos de uma concha
São rabiscos na areia

Destino

Destino em que não acredito
Deus que não reconheço
Fujam de mim
Não se prendam como uma aranha prende uma borboleta

Mas tu, Beleza, fica

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Afronta

É uma vontade inegável
Aquela de responder ao que não tem resposta
Porque não teve de ter ínicio

Mas teve fim
Um fim em mim

Que não é o fim, pois se prolonga e demora
E pesa como uma rede de nós duros

Como a tirar? Sem

a

front

a

Silêncio

Silêncio avassalador que destróis e corróis
Porque pairas sobre mim?
Porque vibras como uma ponte perdida
E saltas de neurónio em neurónio?

Terrível és, silêncio fazes
E perdes, ganhas
O quê?

Solidão?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Estrela

É uma estrela que foge a outra
Que faz cintilar e brilha

É uma estrela que sustenta o negro
Que ofusca e gira

É uma estrela que faz girar
Esta Terra que não é nossa

Toldado

Capturado pela inércia,
Vagueio ao longo de um caminho
Ao largo de um curso de água qualquer
Até ao fim

Mas qual fim? Há algum?

Há fim, sem fim, a toda a minha volta
E à volta de tudo o que faço girar

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Desprezo

O horror destilado
Na cara de quem vê
Não com olhos, mas com o sabor
E sente um travo amargo desnecessário

Desprezo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Becoming

Becoming something
In the way she moves

Knowing how to become something
While she watches

Believing and

becoming

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Palavras ao vento

Palavras ao vento
Largadas sem discrição
Flutuam pelo ar
E galgam correntes

São palavras
São momentos
São palavras

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um caminho

Descobrir

Um caminho

Percorrer avenidas de incerteza
Não acreditar em saídas

Mas com um sorriso
Há entradas e sabores
Que não se esquecem

Que indicam

Que mostram

Um caminho

Árvore

Árvore que ondulas
Ao sabor da esquisitice dos teus ramos
Porque te perdes na luz?
Porque te perdes no verde?

Ondulas
Como o vento deseja e

é

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Olhares

Olhares cheios de malícia
Que queimam como um dedo apontado
A luxúrias sem fim
E sem destino

A menos que sejas tu
E aí, sim,
Procuro-te num destino

domingo, 29 de maio de 2011

A memória de uma fotografia

Traz-me à memória um sabor espesso
Aquela fotografia em que se riem, dois

Uns dois
Que não são mais que dois mas que podem e são uns

Porque há uma fotografia
Porque há uma memória
Há uma vontade, presa na

fotografia

Preciso

Preciso

De qualquer coisa de novo, a toda a hora
A qualquer momento preciso de um movimento

De um preciso fulgor que me agarre e revire

Preciso

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pf votem! Please vote!

Olá a todos,

Por favor votem na QMoS! Basta:

- ir a http://www.tv.up.pt/videos/F49zqt59
- clicar em baixo, em LOGIN ou REGISTE-SE onde se lê "Efectue o login ou registe-se para poder comentar!", para fazer login ou completar o registo
- adicionar o vídeo aos favoritos clicando no coração ♥ e depois em "Adicionar"

Para alguma dúvida pf contactem-me ou vejam http://iup25k.up.pt/tutorial-iup25k.pdf !


Pf espalhem também esta mensagem!
Obrigado!

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Hello everyone,

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- add the video to your favorites by clicking on the heart ♥ and then on "Adicionar"

If you need any help (I know, it's in portuguese) let me know!

Please spread this message!

Thank you!

--
Bernardo

domingo, 28 de junho de 2009

A cada passo

A cada passo que dou, pontapeio um bloco de ar de arestas, faces e vértices transparentes mas nunca invisíveis. O bloco sobe e inspiro a sua essência; devolvo-a mais tarde, mais à frente, sem piedade. Só a poluição satisfaz o mecanismo de funcionamento!

terça-feira, 9 de junho de 2009

I find myself

I find myself reviewing
An event where rage
As strong and hard as never before
Overwhelmed every other feeling

Be it joy, envy or loneliness
There I was, hating every step
Of the process with neither
goal
nor
plan

I find myself with no means
To justify this end
Or this (re)start

domingo, 31 de maio de 2009

Há um vestido que nasce do meu pensamento

Se há um vestido que esvoaça
Há uma cabeça que se vira
Se há cabelos ao vento
Há fantasias de verão

Se nasce uma dança
Nasce um sabor de frescura
Se nasce uma sede numa garganta
Nasce quem a tire, a toda a hora

quarta-feira, 20 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Destruído

Destruído

por dentro e por fora

um contorcionista faz nele próprio alterações



temporárias, mas estonteantes

sábado, 9 de maio de 2009

Sem rei nem roque

Podia estar a noite toda a escrever, ansiando pela altura de centrar uma ou outra palavra e mexer em botões em vez de letras. Mas não sairia, garantidamente, mais do que sairá agora. O fluxo destas coisas é em mim desordenado.

Não há caos, mas também não há ordem. Pelo meio, subo pelas paredes do meio da ponte. Onde há um daqueles tolos que não conseguem saber para que margem se dirigir, embora o saibam lá no fundo da caverna cerebral.

É ter medo e não ter sede de procura. Avançar gruta dentro e girar por entre estalactites e estalagmites, ziguezagueando ao som de músicas deste século, do outro século e de qualquer século.

segunda-feira, 9 de março de 2009

As voltas do mundo

Sem querer, não sou eu
Querendo, também não
E as voltas que o mundo dá
Que querem elas, que não páram

Quero e quero-te
Mas quero que me queiram
Aqui, agora, sempre

domingo, 8 de março de 2009

Sem horas

Escrever sem horas entusiasma-me. Adoro olhar para o relógio e dizer "que se lixe" e continuar a trabalhar, ou seja, pesquisar e criar. Daí, quero que se passe o mesmo com a escrita e a leitura. Tenho vontade de ter uma sede inédita e fulgurante de palavras minhas ou de outros. De me deixar do jargão técnico e deambular, sem medo ou tristeza, por outros estilos e convenções. Ou mesmo sem regras nenhumas ou estilos indefinidos! Uma palavra, um parágrafo, uma página, um capítulo e um livro que se escorram pelo tempo e por mim fazem-me falta porque faço-me falta. Está comigo e quero que renasça; que eu renasça.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Why and how or The dawn

Why is it so? How does it go?

We feel but
                    we slumber
                                         (though we never yawn)

Wake up! Here is my 
                                  dawn.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Get rhythm when you get the blues (à la geek)

From Urban Dictionary ( http://www.urbandictionary.com ) :
geek
The people you pick on in high school and wind up working for as an adult
The geeky kid now owns a million dollar software company
So there's an excuse to what follows.
while("get the blues" == true) {
getRhythm();
}

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Morto

mas ressuscitável. (e não se chama Santana Lopes)

sábado, 4 de outubro de 2008

Complicado

Complicado, quão complicado? Interessa sequer saber quão complicado é? Não será (é, quero acreditar) melhor saborear a dificuldade sem ter a completa noção do seu tamanho? A consciência exagerada é sem dúvida castrante mas muitas vezes tentadora. -Insert God here-, livrai-nos do mal.

P.S.: God or god? Quanto respeito?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Can't stop



Olá, como estás? / Hello, how are you doing? / Hej, hur mår du?
Saudades e reencontros surgem
Memórias e sabores reavivam-se
Não quero
Parar!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Como se, numa noite qualquer

É como a invisibilidade com a qual o ar nos sufoca
Que um olhar pode trair, ao indicar.
E ignorar tal observação destrói, tanto
     - ou mais -
Do que levá-la a peito, ripostando.

"Quis saber quem sou
O que faço aqui"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vertigo


Kaknästornet, where's the vertigo?
[silence...]
...what a beautiful city.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sim ou não?

Sim ou não, em frente ou atrás, para esquerda ou para a direita, saber ou não saber, ignorar ou enfrentar, abrir ou fechar, mistério ou facto, desgosto ou sorriso?

Puxar ou largar, guardar ou mostrar, confiar ou suspeitar, ver ou fechar os olhos, desanimar ou encher o peito?

Sim ou não?

domingo, 17 de agosto de 2008

The room

Salut, says the man with the cigar on his mouth to himself
He tips the restaurant waitress that he carefully picked
Or the one he wishes he had before and can't dream enough about
Should he go, should he stay?

He goes. He sits at the bar and finds her picture in the bottom of
     a glass of whisky
     that is soon refilled, again
His suit tells him apart from most of the voices that won't shut up
     in his head
     in the bartender's head
     in the room's head

Pictures don't matter when you know
     the room. 
He's in love with the room.

Porque falas assim?

Mas, porque falas assim? Porque
Desligas e ligas o teu rádio incessante
E o sintonizas numa frequência remota
Que leva ao desgaste sem consciência
E aí, vulnerável, pousas a cabeça num ombro
Que te é simultaneamente desconhecido e familiar
Porque não distingues, só falas

Assim, para quem ouve.

sábado, 16 de agosto de 2008

Moribundo

Fica o Sol moribundo,
Cortesia de nuvens de espesso cinzento
E assim se esconde. Por vezes fá-lo
Por detrás da Lua ou de outro astro qualquer

Mas quando sai, apenas quando se mostra,
Brilha.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Fumo

Uma fogueira arde sem fumo,
Apanhando desprotegidos seres pelo mundo fora

Um isqueiro acende um cigarro de denso fumo,
E o que é novo emerge sem demora

O que é fumaça?
O que é fumo?
O que é fogo?

O que é essencial?

Nada mais

Nada mais do que um olhar,
Bem profundo, a perscrutar

Nada mais do que um olhar,
Doido, incessante

Nada mais do que um olhar,
Que basta, que absorve

Nada mais do que um olhar.

Tales of the future, hopefully not fake

The view

The view from the afternoon
Oh, sweet ignorance, blissful lazyness

The view from the night
Oh, utter despair

The view from the morning
/*Insert some kind of happiness related item here*/

terça-feira, 12 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008

A Daily Find

Do you want to be 2.30m tall? Buy a periscope.

Outra vez

Cais desamparada sobre os meus braços,
como quem é tão leve que não se sustenta

Não sei como te segurar;
será um abraço desajeitado suficiente?

Dizes que sim mas não vejo verdade ou ironia nos teus olhos
E subo pelas minhas próprias paredes
Que se erguem em torno da minha consciência

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sem vontade

Sem vontade
de te falar
de te ouvir
de me irritar
de me duvidar
de te duvidar
de me esquecer
de me lembrar
de saber de ti, de mim
de me lembrar que não sei
de me lembrar do que sei
de atender
de rejeitar

de pensar

You, mistaken or misleading?

How dare you come to me with such doubts lingering in the air?
Do you want me to stay?

Is it possible that you believe that people are unable to change?
Everyday, I fight and put aside everything that makes me sad.

Bra!

Celebrities

Episode 1!



Eh eh Episode 2..



Then, Episode 3.



and (omg) Episode 4 ?!



Ah, celebrities.

Gosh, how I need to go take pictures again.

A rede de sonhos 2

A rede que nos interliga e trespassa
Que nos faz fluir sonhos, vontades e memórias

Sinais sobem e descem, instantâneos e incapturáveis
Só o resultado nos pode sobressaltar
  Ou nem isso, sequer

Mas os sinais e a rede, vivem em si e por si
De dentro fazem-nos a face que mostramos
  Dentro são felizes e ignorantes, peças de máquina
Eles são nós, nós somos nós

E a rede continua a fazer sonhar
Ligamo-nos e perdemo-nos
Mas tão simples é reatar uma conexão
Que nunca se deve considerar nenhuma perdida
  Pois há rede, e há memória 

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ambição

ambição | s. f.
ambição
do Lat. ambitione
s. f.,
desejo veemente de fortuna, de glória, de honrarias, de poder;
cobiça.

Desejo. De vida.

Ir ou A rede de sonhos

Ir, com alguém
Ir, sozinho

  Ir e partilhar comigo ou contigo
  Ou só ir, só

Porque estar, acompanhado
Envolto e inundado de vozes e sonhos
É o que nos faz, a rede

  A rede de sonhos

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A cidade que corre

Estocolmo corre e passa por mim, por nós e por muitos. Em Fevereiro, o vento gelado sopra na cidade mas as pessoas não estremecem. A cidade não sobrevive; vive! E nada pára

É já Junho e o Sol cai sobre todos com uma extrema vontade de colar t-shirts a costas. A cidade vive cada vez mais e há uma aura de luz e calor em cada esquina.

E eu fechado e acorrentado, prisioneiro da minha própria pessoa.

domingo, 1 de junho de 2008

People come, people go


Memories fade, memories stay.
Lifes change, lifes will never be the same.


Flags are raised, signed flags show how (much) we care.


sexta-feira, 30 de maio de 2008

What's up, young folks?

Parede, precisa-se

Preciso duma parede. Uma parede grande, imaculada de branca, onde tudo seja desconhecido. Uma parede com o meu nome, o teu nome e o nome do mundo.

Para quê uma parede, pergunto-me? Para que serve uma coisa tão vazia e estática? Não são um caderno, uma folha A2 ou uma tela suficientes para despejar as asas da imaginação?

Não. Uma parede é o que preciso: quero action painting, ideias naquele estado primário e deliciosamente incerto, frustrações e génios fora da lâmpada!

PRECISO DUMA PAREDE. SE ME PODES AJUDAR, CONTACTA-ME.

domingo, 13 de janeiro de 2008

De volta

De volta, com um olhar novo sobre onde venho e o mesmo olhar sobre para onde voltei.

Pessoas novas chegam e velhas voltam, aos poucos.
Visitam-se intermináveis lugares diferentes.
Usam-se materiais deixados :)
Pensam-se objectivos renovados, em tudo e todos!

Ah, Escandinávia!


domingo, 11 de novembro de 2007

Lá fora



Adoro ir para fora, lá fora.
Longo tempo, pensamento antigo, sabedoria destruída.
Raiva, horror, terror.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Não!



Sim!
O quê?
Passa aí a cerveja.

Casa



Casa aqui, casa ali!
Porque não sou nómada, eremita ou sherpa?
Lembro e imagino, sempre!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Distribuindo e baralhando

Mudar, para quê mudar? Sabe-se que qualquer alteração nunca é definitiva: há sempre uma coincidência, um facto com consequência ou um sopro de (in)diferença que muda de novo aquilo que se queria quieto.

E saber que aqui
Onde mudo
De novo me desafio
E me desencontro

Como dantes, caio - mas agora longe - não sabendo nunca como quebrar o feitiço momentâneo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Arredondando às vontades



Globen ou o Pavihão Rosa Mota Avantajado de Estocolmo.
Um mundo de espectáculos, desportos, compras e mais.
Que vontade de ir ver hóquei no gelo!

Dispersando



Stockholms Stadion, o estádio olímpico de Estocolmo.
Lugar dos Jogos Olímpicos de 1912,
palco medieval de desporto moderno.
Vai Asafa, os 9.70 são teus!


domingo, 9 de setembro de 2007

Verdade seja dita



Kungliga Slottet ou o Palácio Real, localizado em Gamla Stan.
Uma fortaleza para defesa do lago Mälaren ou um local de trabalho para os reis.
Tanto para ver, tantas vidas, tão pouca memória.

Dançando como metal


Tunnelbana, o metropolitano de Estocolmo.
Uma estação qualquer, porto de abrigo da cidade onde vagueio.

Uma carruagem dançante que é simultaneamente o meu horror e o meu amor.

sábado, 8 de setembro de 2007

The king's garden



Kungsträdgården, o jardim do rei, no centro de Estocolmo.
Choque de gerações no "street chess".

Um dos caminhos para Gamla Stan, a cidade velha.

"Worlding"



Lappkärrsberget ou Lappis, zona de residências estudantis no norte de Estocolmo.
Uma das primeiras manhãs, após dormida em quarto emprestado.
Um korridor (andar) com suecos, irlandesas, alemãs, um islandês, um chinês e por aí fora.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Só para começar



Aeroporto de Girona, 5 da manhã.
En route para Estocolmo.
Adoro noites em que durmo 1/2h.